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ANO DA FRANÇA, a modernidade francesa para o Brasil em 560 eventos

Brasil Turis, 15/11/2009

O projeto completado neste domingo (15), teve atividades em mais de 80 cidades em quase todos os estados brasileiros, e apresentou 560 ações desde o dia 21 de abril, com o envolvimento de 800 instituições dos dois países. Os números foram apresentados durante neste domingo, no SESC Pinheiros, em São Paulo, pelo Ministro da Cultura, Juca Ferreira. “A França das últimas décadas nos era desconhecida, e foi preciso a França vir aqui para conhecermos essa diversidade e multiplicidade cultural”, afirmou.

No conjunto de projetos realizados ao longo do Ano, foram 110 ligados a artes visuais como arquitetura, fotografia, arte moderna, comtemporânea e design. Quinze eventos de música clássica, seis de música contemporânea, 49 de música da atualidade/pop. Doze eventos de arte de rua e circo, 21 de dança, 21 teatros, 38 projetos de livros e leitura, 48 na área audiovisual, 6 grandes eventos, 19 pluridisciplinares, 138 eventos acadêmicos e científicos e 77 eventos de cooperação.

Otimista com os resultados, o ministro quer mais. “O Ano da França foi um convite para pensar num desdobramento não mais na escala de ano, mas sim em parceria para todo o século XXI, consolidando o intercâmbio de cultura entre os dois países”.

Yves Saint-Geours, presidente do Comissariado Francês, também quer dar prosseguimento às parcerias. “Não considero que estamos encerrando o Ano, e sim, iniciando novos Anos da França no Brasil. São outros projetos e contatos que podem ser feitos graças a este”.

Já o presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, Danilo Miranda, disse que o Ano cumpriu com o objetivo de promover uma aliança entre os dois países em prol do pluralismo. “O projeto trouxe diversidade (de público, eventos, linguagens), territorialidade (atingindo grande parte do território brasileiro) e permanência (com projetos e aliança que vão extrapolar o ano de 2009). Com essa abrangência, o Ano conseguiu chegar a 50 milhões de brasileiros”, estimou.

“O Ano da França no Brasil foi vitorioso por mostrar a França aberta e diversificada, tanto cultural como economicamente, o que significa que foi um ano dedicado a todos os brasileiros”, resumiu o embaixador da França no  Brasil, Antoine Pouilleutte. “Deixamos de ter uma relação de amizade formal para estabelecer uma intimidade profissional”.

O projeto somou investimentos de R$ 43 milhões de recursos da Lei Rouanet e R$ 5 milhões do Fundo Nacional de cultura. Mais R$ 5,8 milhões foram investidos em comunicação. Da parte francesa, os recursos foram da ordem de 20 milhões de euros, sendo 10 milhões por financiamento direto – 6 milhões de entidades públicas e 4 milhões de empresas privadas -e a outra metade em investimentos de criação e produção dos eventos.

Entre os Comitês de Patrocinadores, o lado francês teve : grupo Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Os brasileiros:Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do  Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander e Serpro.

Para Marcelo Dantas, diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, realizar o Ano da França no Brasil, apesar da crise econômica mundial, foi uma escolha acertada. “Escolhemos andar para frente, apesar da crise. E essa aproximação tem de ser vista como um processo que começou em 2005 (com o Ano do Brasil na França) e que ainda não terminou”.

A experiência e boa repercurssão do Ano da França no Brasil gerou inúmeras demandas de outros países em busca de parcerias semelhantes com o Brasil. “Estamos em contato com vários países que nos procuraram no últimos meses, inclusive com possibilidades de reciprocidade, como esse da França, com mais de 30 demandas”. O Brasil já está convidado a participar em 2011 da Europalia, na Bélgica.

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2 comentários

  • elisa

    19 de novembro de 2009

    a modernidade francesa e uma oportunidade de mostrar nosso trab la fora do brasil seria sonho de todos artistas brasileiros , mas tudo e importante para o artista ter chance de levar seu trabalho no conhecimento todos .

  • elisa

    19 de novembro de 2009

    ola tbem sou artista plastica no interior de sp gostaria de saber como poderei expor meu trabalho ai , meu estilo academico clasico mas faço moderno imprecioninsmo tbem enfim a arte da pra se criar muitas coisas , so quero uma chance poder mostrar