Da lista de patrocinadores, oito doaram para Lula e quatro, para Alckmin
BRASÍLIA. Pelo menos oito patrocinadores ou apoiadores do filme financiaram também a campanha de Lula para presidente, em 2006. Essas empresas doaram R$ 11,6 milhões para a reeleição do petista, 15% do total da receita da campanha do PT, que chegou a R$ 76,7 milhões.
Na mesma disputa, Geraldo Alckmin (PSDB), derrotado no segundo turno, arrecadou R$ 900 mil dos atuais financiadores do filme. Essas empresas apoiaram diversos outros candidatos a governador e também para o Congresso, dos mais variados partidos.
A construtora Camargo Corrêa é a patrocinadora do filme que foi mais generosa na reeleição de Lula e doou, na campanha, R$ 3,5 milhões. A JBS Friboi e a Ambev aparecem na sequência, com R$ 2,5 milhões cada. A OAS destinou R$ 1,7 milhão; a Grendene, R$ 250 mil; a Norberto Odebrecht, R$ 150 mil; Ticket Serviços, R$ 150 mil. O empresário Eike Batista ajudou na campanha do petista com R$ 1 milhão.
Sua empresa EBX é uma das patrocinadoras do filme.
Os R$ 900 mil doados para Geraldo Alckmin por quatro dos patrocinadores e apoiadores do filme representam apenas 1,4% dos R$ 62 milhões que a campanha do tucano recebeu. Para Alckmin, a Camargo Corrêa doou R$ 400 mil; a Grendene, R$ 250 mil; a Ticket Serviços, R$ 150 mil; e a OAS, R$ 100 mil.
Na abertura do filme, na apresentação da ficha técnica, o logotipo dos patrocinadores é exibido na tela (menos o dos “ocultos”). Essa aparição vem logo depois da mensagem informando que o filme não recorreu à Lei Rouanet.
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