Cinquenta e cinco iniciativas foram contempladas nas quatro categorias do Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade 2009 – Edição Austregésilo Carrano.
Os selecionados receberam as premiações das mãos do ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante cerimônia realizada na última quarta-feira, 25 de novembro, no Rio de Janeiro.
Em seu pronunciamento, o ministro Juca Ferreira ressaltou que “não podemos tratar os diferentes, de forma igual”, por isso um concurso voltado apenas para essa parcela da população é tão importante. Emocionado, ele também afirmou que “mesmo nos momentos de distúrbio existe a beleza da expressão artística”.
A ideia do Prêmio Loucos pela Diversidade surgiu em 2007, depois de uma oficina de criação de políticas públicas de cultura para pacientes que sofrem de transtornos mentais.
Trata-se de uma iniciativa do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), em parceira com a Fundação Oswaldo Cruz do Ministério da Saúde (Fiocruz/MS), e apoio financeiro da Caixa Econômica Federal.
De acordo com o secretário da SID/MinC, Américo Córdula, “o importante é darmos visibilidade para esta produção tão rica dessas pessoas que foram sempre escondidas, excluídas e menosprezadas pelos velhos preconceitos e estigmas. A visibilidade é uma forma de mostrarmos o que existe de fato”, explicou.
Para o mestre sala do bloco carnavalesco Tá pirando, pirado, pirou!, Luiz Cláudio dos Santos, um dos vencedores do concurso, foi “fantástico ganhar um prêmio como esse, porque trabalhar com a dança me deixa muito mais tranqüilo”.
Portador de disritmia cerebral ele conta que se sente “mais calmo e parte da sociedade” quando trabalha com a música.
Leia a entrevista com a coordenadora do ‘Programa Igual Diferente’, projeto também premiado no edital.
(Texto: Grazielle Machado e Marcelo Lucena, Comunicação Social/MinC)
(Fotos: Virginia Damas, Fiocruz/MS)








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