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Cristo Redentor, patrimônio nacional

O Globo, 04/12/2009

Tombamento definitivo foi publicado ontem no Diário Oficial da União

Além do título de uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor agora é tombado definitivamente como patrimônio nacional. O aviso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira. O tombamento provisório foi anunciado em setembro de 2008, após a aprovação do conselho consultivo do instituto.

A estátua, um dos cartões postais mais conhecidos do mundo, tem 38 metros e foi inaugurada em 12 de outubro de 1931. Em 1922, quando o Brasil comemorou cem anos como nação independente, foi lançada a pedra fundamental do monumento, mas as obras só começaram em 1926. O Cristo foi projetado pelo engenheiro Heitor da Silva Costa, com base em desenho do artista plástico Carlos Oswald. A escultura, em pedra-sabão, ficou a cargo do escultor francês de origem polonesa Paul Landowski.

Desde o ano 2000, quando recebeu nova iluminação, o Cristo Redentor e seus acessos vêm passando por um processo de revitalização. O ponto alto foi a inauguração do acesso mecanizado, em 2002, com elevadores panorâmicos e escadas rolantes.

Em outubro deste ano, a Arquidiocese do Rio anunciou uma campanha nacional para arrecadar fundos destinados à restauração do monumento. A campanha, intitulada “Eu sou de Cristo”, tem como símbolo a réplica perfeita em miniatura do monumento em um broche dourado.

Em 2007, a estátua, construída no Corcovado, foi eleita uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, em votação realizada pela internet e por mensagens de celular. Os vencedores foram apresentados em uma cerimônia realizada no dia 7 de julho de 2007, no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.

 

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1 comentário

  • roland chabannes

    26 de novembro de 2011

    O Cristo Redentor do Rio de Janeiro não é portanto nem uma obra arquitetural, nem uma obra de engenharia, mas uma obra escultural cujo processo de criação começa nos esboços discutidos com aquele que havia encomendo a escultura e vai até as modalidades de realização dessa hoje célebre estátua, cujos braços abertos se tornaram não apenas o símbolo da cidade do Rio de Janeiro mas também da generosidade e da abertura para o mundo da Cidade Maravilhosa e do Brasil