São Bernardo cria mais um projeto para a área dos estúdios Vera Cruz, ociosa há quase quatro décadas
ANA PAULA SOUSA
DA REPORTAGEM LOCAL
Nem bem tinham esfriado as cadeiras alugadas para a pré-estreia de “Lula, o Filho do Brasil” e a montagem de uma feira de imóveis colocava os antigos estúdios Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, de volta à realidade: um enorme espaço vazio, figurinos puídos, um teatro inacabado e um lago artificial sem água.
Mas a exibição da biografia do presidente Lula, no último sábado, não aconteceu ali por acaso. O cinema improvisado, com o ar-condicionado insuficiente e falhas no som, serviu para amparar uma plataforma do PT de São Bernardo do Campo. O prefeito Luiz Marinho e o secretário de cultura, Leopoldo Nunes, ex-diretor da Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e da TV Brasil, prometem concretizar, de uma vez por todas, um projeto de revitalização dos estúdios criados em 1949, abrigo de estrelas como Eliane Lage, Mazzaropi, Tônia Carrero e Anselmo Duarte.
Desde 1973, quando, depois de um enredo de dívidas e mudanças societárias, a empresa chamada Vera Cruz mudou-se para São Paulo, o espaço vive sem eira nem beira. Não por falta de projetos. O esqueleto do maior deles, anunciado pelo governador Mário Covas (1930-2001), em 1997, está lá, como um teatro fantasma.
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