quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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As marcas de Aleijadinho

Publicação da Biblioteca Nacional fala de curiosidades em torno da obra e da vida do artista barroco

A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) fecha o ano de 2009 com a edição n° 51, de 98 páginas, que apresenta um conteúdo variado, capaz de atrair a atenção dos seus leitores.

A reportagem de capa mostra o minucioso trabalho de profissionais diante do legado artístico de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nascido na cidade histórica mineira de Ouro Preto, antiga Vila Rica, por volta de 1730 – não há exatidão com relação ao ano em que nasceu.

“Entra século, sai século, quanto mais se estuda Antônio Francisco Lisboa, mais perguntas vêm à tona”, cita a matéria, que expõe ao leitor um campo de interrogações relacionadas ao reconhecimento das obras do artista e também à sua própria vida pessoal.  Ele deixou marcas nas ruas, nas igrejas e no imaginário dos católicos.

Pesquisadores, pintores e estudiosos de sua obra apresentam opiniões diversificadas em torno de episódios, como, por exemplo, o que aconteceu na Matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Nova Lima (MG), onde restauradores encontraram inscrições das letras ‘AFL’ sobrepostas na peça do altar mineiro, que poderiam ser as iniciais do nome do artista.

A recuperação foi finalizada na última semana do mês de novembro. Mas, afinal, essas letras seriam ou não do período colonial? Para saber, “é preciso fazer um estudo apurado sobre essa marca”, disse à RNBN a pesquisadora Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira.

Segundo ela, fazer atribuições a Aleijadinho e a outros artistas de épocas passadas exige conhecimentos específicos, pois não é uma tarefa fácil. Assim como outros artífices de sua geração, Antônio Francisco Lisboa não assinava seus trabalhos.

Também foi abordada a popularidade do escultor barroco, que continua movimentando as cidades históricas de Minas Gerais. Ouro Preto, por exemplo, recebe cerca de 500 mil turistas por ano. O mestre do barroco brasileiro é uma referência para estrangeiros e moradores das cidades históricas,  principalmente para artesãos e guias de turismo.

Outros Temas

Muitos assuntos interessantes fazem parte da última edição de 2009 da Revista de História da Biblioteca Nacional. Outra matéria que atrai a atenção do leitor é Divino Lucro, cujo texto mostra que os jesuítas acumularam patrimônio em terras brasileiras, investindo em vários negócios: de engenhos a prédios urbanos, de empréstimos a aluguéis.

Uma entrevista com o economista, professor e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Besserman Vianna, também garante uma boa leitura. Ele fala que a desigualdade social continua sendo a nossa maior cicatriz. “Houve melhoria nos últimos anos por conta do crescimento econômico, da evolução do salário mínimo e do Bolsa Família”,  diz ele, “mas estes avanços não se sustentam sozinhos, ao longo do tempo”.

RHBN – Publicação dedicada, exclusivamente, à divulgação da História no Brasil, a revista está no mercado desde julho de 2005. A RHBN traz, mensalmente, reportagens temáticas e artigos assinados por historiadores brasileiros, além de matérias enriquecidas por ilustrações do rico acervo iconográfico da Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura.

Saiba mais: www.revistadehistoria.com.br.

(Gláucia Lira, Comunicação Social/MinC)

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