O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, completa nessa quarta-feira, 13 de janeiro, 73 anos de existência. Para celebrar, diversas exposições serão abertas neste dia, dentre elas os acervos de pinturas de dois mestres das artes, Eugène Boudin e Frans Post; além das obras de Yedda e Augusto Frederico Schmidt. Na ocasião, também haverá o lançamento das publicações do Arte em Diálogo.
Após três anos longe dos olhos do público, o MNBA volta a exibir, até 7 de março, doze obras da coleção Eugène Boudin e cinco de Frans Post, respectivamente nas salas Clarival Valadares e Joaquim Lebreton. Post aportou no Brasil em 1637, junto com a comitiva do conde Mauricio de Nassau. O artista holandês aperfeiçou-se em registrar a fauna e a flora de Pernambuco, eternizando a rica arquitetura colonial, a moradia de índios e os imponentes engenhos de açúcar do Nordeste.
Já o francês Eugène Boudin é uma figura expressiva no cenário artístico mundial, e é tido como o precursor do movimento impressionista. Em 1874, integrou a famosa exposição em Paris que deu início ao impressionismo e que reuniu nada menos do que Monet, Renoir e Alfred Sisley, entre outros, que confrontaram a arte acadêmica de então.
A mostra Às voltas com o galo branco… exibirá 62 obras do espólio Yedda e Augusto Frederico Schmidt, doadas ao MNBA no segundo semestre de 2009. A mostra reúne exemplares de destaque das artes plásticas do Brasil, Américas, Europa e Ásia, que remontam ao século XVIII, incluindo nomes representativos da arte moderna brasileira e estrangeira.
O lançamento das publicações Arte em Diálogo, que transcreve as palestras com artistas realizadas uma vez por semana, no MNBA, contemplará os seguintes artistas: Flavio Shiró, Daniel Senise, Gonçalo Ivo e Luiz Áquila. Nestes eventos, os artistas falam sobre seu processo criativo, sua poética, as interfaces de sua obra com mestres de hoje e do passado, a especificidade de sua obra, e a trajetória dela ao longo do tempo.
Criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, sua inauguração se deu no dia 19 de agosto de 1938, com a presença do então presidente Getúlio Vargas. A nova instituição instalou-se desde a sua criação no edifício da Escola Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco, 199, no Rio de Janeiro. O arquiteto autor do projeto foi um dos mestres da Escola, Adolfo Morales de Los Rios (1858-1928).
O edifício foi elaborado no estilo fin-de-siècle e lembra certos palácios renascentistas franceses (influência do Louvre de Paris, por exemplo), além de apresentar características formais neoclássicas. É a instituição do Brasil que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do Século XIX. No total, atualmente, o acervo conta com cerca de 60 mil itens, incluindo coleções de pintura, arte sobre papel, escultura, acervo bibliográfico, documentos, dentre outros, distribuídos em 18 mil m² de área construída.
O MNBA é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus(Ibram), integrante do Ministério da Cultura, e destina-se à aquisição, conservação e divulgação de obras de arte que evidenciem a evolução da produção artística brasileira e estrangeira.
(Texto: Sheila Rezende, Ascom/MinC)
(Fonte: MNBA/Ibram/MinC)


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