A Polícia Civil vai investigar um incêndio que destruiu, na noite de anteontem, uma cabana de artesanato indígena da comunidade de Coroa Vermelha, de índios pataxós, localizada em Santa Cruz Cabrália (727 km de Salvador), extremo sul da Bahia.
O fogo não fez vítimas, mas causou um prejuízo de mais de R$ 45 mil, segundo lideranças indígenas que viviam do artesanato guardado e comercializado no local. Na tarde de ontem, três lideranças foram à delegacia de Santa Cruz Cabrália pedir providências, pois há suspeitas de que houve motivação criminosa.
No terreno onde está a cabana, há uma outra, com estrutura menor, também pertencente a índios pataxós. O terreno, localizado às margens da BR-367, entre Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, pertence a um índio de pré-nome Honorato, dono da barraca que não teve prejuízos.
Ele não foi localizado por A Tarde.
No local onde estão as cabanas, há monumentos indígenas e católicos. Ali teria sido o lugar onde aconteceu a primeira missa no BRASIL. Por causa dessas características, o lugar é visitado por turistas, que fazem compras nas cabanas.
O ponto de comércio estaria sendo disputado pela família de Honorato e pelas 14 famílias.
Segundo Neide Pataxó, 37, uma das lideranças indígenas prejudicadas com o incêndio, uma filha de Honorato disse há poucos dias que colocaria fogo na barraca.
“Eles querem que saiamos daqui para só eles venderam artesanato”, afirmou. Um filho de Honorato acusa as famílias de invasão do terreno.
Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.