2ª Conferência Nacional de Cultura promove, a partir de amanhã, um amplo debate sobre os rumos das políticas públicas
Vários segmentos da classe artística têm um encontro marcado, a partir de amanhã, com abertura oficial, no Teatro Nacional, da 2ª Conferência Nacional de Cultura (CNC), evento que pretende, até o dia 14, discutir, aperfeiçoar e articular entre artistas, produtores culturais, investidores, gestores e representantes de movimentos e da sociedade, novas diretrizes para políticas públicas na área. Para o ministro da pasta, Juca Ferreira, o debate – sempre realizado no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 -, é um dispositivo primordial para incentivar cada vez mais iniciativas perante a classe, tendo em vista que o papel do Estado é o de criar condições de acesso e desfrute. Para celebrar o encontro uma série de atrações artísticas circulam pela cidade com acesso livre.
“Por meio desse método democrático de discutirmos tudo, as prioridades, os métodos, os projetos, estamos valorizando a cultura, responsabilizando o Estado pela construção dessa sensibilidade plena, que tem uma economia importante”, destaca Ferreira. “É um hábito dessas duas gestões do governo manter um diálogo permanente com a sociedade e a conferência é o maior fórum participativo do MinC, criando maior espaço para diálogos ao receber representantes e delegados de mais de 3 mil municípios, discutindo temas relacionados a 19 linguagens artísticas”, enfatiza Silvana Meireles, secretária de Articulação Instituição do Ministério da Cultura e coordenadora executiva da Conferência Nacional de Cultura.
O primeiro encontro do gênero ocorreu há cinco anos. Segundo Silvana Meireles, de lá para cá, alguns mecanismos importantes na área foram apresentados à sociedade, entre eles o Plano Nacional de Cultura (PNC), atualmente tramitando no Congresso Nacional. O objetivo agora é ampliar a discussão a partir de questões que foram prioridade na primeira conferência e debatidas ao longo desta gestão do governo. “Hoje, por exemplo, o orçamento da cultura chegou a 1%, um momento histórico, mas isso não está assegurado, essas questões precisam ser debatidas”, acredita.
Ao longo de cinco dias vários debates serão entrincheirados tendo como eixo temático a cultura, a diversidade, a cidadania e o desenvolvimento. Segundo a secretária de Articulação Institucional, Silvana Meireles, todos os assuntos abordados terão como polo central a diversidade, tema presente em todas as ações do ministério. “O processo democrático discute a política cultural que foi proposta pelo ministério e ancorada em conceitos que abrangem três dimensões da área: a simbólica, a cidadã e a econômica”, explica.
Os artistas são destaques na Conferência Nacional de Cultura em duas frentes: participando dos debates ou como atrações artísticas em shows de músicas, teatro, circo e dança. Também serão oferecidas aos participantes oficinas culturais, exibição de filmes e exposição. Grandes nomes da música brasileira, como Chico César e Zeca Baleiro, são presenças garantidas nas mesas de debates. Uma das atrações de hoje, às 20h, no Clube do Choro, é o bandolinista Dudu Maia. No domingo, o anarquista Jorge Mautner e Gog sobem ao Palco Brasília, da Funarte. Artistas locais também marcam presença no evento: “As apresentações são pautadas pela diversidade, valorizando artistas de vários cantos do país e várias linguagens artísticas também”, aponta Silvana.
2ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA
De 11 a14 de março, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 (Setor Hoteleiro Sul, Qd. 06, Lote 1, Conjunto A). As inscrições para as oficinas serão realizadas somente pelo e-mail segundacnc@funarte.gov.br. Hoje é o último dia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (61) 3322 2019.
Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.