Verba de R$ 2,5 milhões está prevista para obras que devem recomeçar este mês
Lar da mais antiga estátua do Brasil, a de Pedro I – em homenagem a um dos mais importantes ícones da independência nacional -, e endereço de dois dos mais importantes teatros do país, o João Caetano e o Carlos Gomes, a Praça Tiradentes continua à espera das prometidas ações do poder público para revitalizar o local.
Na última quinta-feira, a Secretaria de Cultura publicou no Diário Oficial do município uma nova licitação para, em parceria com o Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, retomar a urbanização da praça, iniciada em 2005, quando o BID investiu mais de R$ 400 mil na restauração da estátua de Pedro I.
Nesta etapa serão gastos mais de R$ 2,5 milhões.
Não é a primeira vez que a Prefeitura reforma a praça.
Em 2008, a extinta Secretaria de Patrimônio, cujas atribuições foram transferidas para a de Cultura, anunciou a revitalização do local.
Dos projetos divulgados à época, alguns foram concluídos, como a reforma da casa onde nasceu a cantora lírica Bidu Sayão. O imóvel, que seria a sede de um centro cultural, foi totalmente reformado para receber exposições culturais está vazio desde dezembro de 2008, quando as obras terminaram.
Já a obra para expansão da praça, com a a retirada dos pontos finais das linhas 391 (Padre Miguel), 383 (Realengo) e 313 (Penha), na Rua Gonçalves Ledo, programada para acontecer até o final do ano passado, ainda está no papel.
A ideia de construir moradias populares em prédios abandonados na região também segue parada, já que alguns imóveis continuam vazios e necessitando de reformas, uma vez que muitos estão até sem telhado.
De acordo com o Programa Monumenta, a atuação do governo federal é de orientação e disponibilização de recursos, e a responsabilidade da execução fica com a prefeitura.
A Secretaria de Cultura explica que as obras atrasaram devido ao grande número de locais beneficiados em todo o Brasil pelo projeto do Ministério da Cultura.
O órgão acrescenta que já existe uma empresa vencedora da licitação, e o contrato será assinado esta semana, dependendo apenas de alguns detalhes pendentes junto à RioUrbe.
A promessa, agora, é que as obras sejam retomadas em dez dias. E, ainda conforme a secretaria, vai incluir toda a parte de pavimentação, iluminação da praça e arredores – e novamente a retirada dos pontos dos ônibus.
No local, a tônica é o abandono do mobiliário urbano. Diversos postes estão com as luminárias quebradas, e um deles partiu ao meio há pelo menos duas semanas. Os restos ficaram jogados embaixo de uma árvore. O piso de pedras portuguesas tem falhas em diversos pontos, e em alguns locais a grama já começa a crescer.
Um dos portões está quebrado, e a grade que cerca o lugar está enferrujada, com direito a limo em toda a mureta. Para o comerciante Édson de Mello, 48, que trabalha nas proximidades e que descansa durante a hora do almoço em um dos bancos, a impressão de descaso prejudica a todos.
- Eles podiam limpar. Isso reflete até no comércio da área, muitos cliente viriam se o lugar fosse mais bonito. O problema é que são muitas promessas para pouca ação – lamenta.
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