A administração da Cultura no país ainda segue os modelos erguidos por Gustavo Capanema e Mário de Andrade
Ao contrário de França, EUA e Inglaterra, país não definiu prioridades para a Cultura e tenta estabelecer limites entre Estado e mercado
Foi o escritor Pedro Nava quem constatou: “Tudo começou com Capanema”. Pode não ter sido tudo. Mas foi quase. Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde Pública do governo Getúlio Vargas, ergueu a sede do Ministério da Educação, no Rio, com traçado de Le Corbusier, criou o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Instituto Nacional do Livro e o Museu Nacional de Belas Artes.
Villa-Lobos dedicou a ele a “Bachiana nº 5″. Drummond de Andrade chefiou seu gabinete. Mário de Andrade foi um de seus auxiliares mais próximos.
Sem negar a validade da frase de Nava, é importante dizer que coube a Mário de Andrade, em 1935, a criação do departamento de Cultura do município de São Paulo. Naquele momento, estabelecia-se que o Estado tinha o dever de oferecer cultura ao cidadão e o poeta modernista tornava-se nosso primeiro administrador cultural.
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