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Festa miúda

Caderno Diversão & Arte, Correio Braziliense, em 10/04/2010

Espaço Cultural Clube do Choro tem inauguração adiada e deve ser entregue à comunidade sem equipamentos e mobiliário suficientes para entrar em pleno funcionamento

Hoje deveria ser um dia de festa para a música em Brasília. O Clube do Choro seria entregue à comunidade. De acordo com o contrato assinado entre o Governo do Distrito Federal e a Construtora J. C. Gontijo para a edificação do espaço cultural, a partir de projeto de Oscar Niemeyer, a obra teria que ser entregue nesta data. Atraso na execução da etapa final, porém, determinou o adiamento da entrega, que, de acordo com o engenheiro Paulo Gontijo, diretor da empresa, só ocorrerá no dia 20.

Paulo Gontijo creditou o atraso ao “índice pluviométrico” – chuvas fortes ocorridas na cidade nos duas últimas semanas. “O GDF cumpriu integralmente o compromisso com a nossa empresa relativo ao pagamento”, garante o engenheiro. A obra foi iniciada em 5 de dezembro de 2008.

O engenheiro explicou também que houve necessidade de rever o planejamento da construtora, acolhendo sugestões de Fernando Andrade (coautor do projeto e representante do escritório de Oscar Niemeyer na capital), que desde o início dos trabalhos marcou presença na obra, supervisionando, zelosamente, tudo o que vem sendo feito.

Localizado no Setor de Difusão Cultural, ao lado Centro de Convenções Ulysses Guimarães e da antiga sede do Clube do Choro, o Espaço Cultural do Choro, construído numa área de 3 mil metros quadrados, acolherá a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello e a Sala de Concertos. A Escola de Choro terá oito salas de aula (com capacidade para 30 alunos), 10 menores para prática de instrumentos e duas maiores onde funcionarão o Centro de Referência, que inclui biblioteca e videoteca, secretaria e diretoria.

Plateia com 400 lugares, palco de 75m2 e mezanino com cabine de luz e som fazem parte da estrutura da Sala de Concertos, ligada por elevador aos dois camarins, instalados no subsolo. Quem for ao espaço passará inicialmente por pátio coberto de 600 m2, onde fica o centro de convivência, com um café. “A ideia é transformar o local, cercado de árvores, em novo ponto de encontro do brasiliense, independentemente da Escola de Choro e da Sala de Concertos”, explica Henrique Santos Filho, o Reco do Bandolim, presidente da entidade.

Sala oca No entendimento de Reco do Bandolim, o Espaço Cultural do Choro vem coroar o trabalho desenvolvido pela direção do Clube do Choro, nos últimos 17 anos, que tem como ponto alto os projetos realizados entre março e dezembro, com a participação de grandes nomes da música instrumental brasileira, que possibilitou a entidade se tornar reconhecida nacional e internacionalmente.

Com o Espaço Cultural do Choro em funcionamento, passará a existir concretamente o Centro de Referência, onde serão reunidas gravações de shows no Clube do Choro, feitos nos últimos 12 anos pela TV Senado, TV Câmara e TV BRASIL, que costumam veicular essas apresentações em suas programações. “Levando-as a todo o BRASIL, a países do Mercosul e de língua portuguesa do continente africano”, comemora Reco do Bandolim. “No Centro de Referência, teremos a Universidade de Brasília (UnB) como parceira”, acrescenta.

Quanto à Sala de Concertos, embora tenha dobrado o número de lugares, em relação à sala so Clube do Choro, a ideia é preservar o ambiente intimista. “Estivemos com o Alfredo Manevy, secretário executivo do Ministério da Cultura, e levamos a ele a necessidade de termos mobiliário e equipamentos de som para a Sala de Concertos.

Ele me pediu para elaborar um orçamento profissional e detalhado sobre todas as necessidades.

Essa planilha será entregue ao ministro Juca Ferreira, que, a exemplo do Alfredo, acompanha com interesse as atividades do Clube do Choro”, revela o presidente da institui

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