Reconhecimento. Foram aprovados projetos das cinco regiões do país
Daniel Barbosa
Espetáculos, grupos, projetos e ações socioeducativas receberam, ontem à noite, o 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, repartindo um valor total de R$ 1,1 milhão. O edital do Ministério da Cultura selecionou 20 trabalhos, nas cinco regiões do país, nas áreas de teatro, dança e artes visuais. A cerimônia foi realizada no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, e a entrega dos prêmios foi feita pelo ministro da cultura, Juca Ferreira, pela diretora do Centro de Apoio ao Desenvolvimento, Ruth Pinheiro, e pelo representante da Petrobras na região, José Samuel Magalhães.
Os mestres de cerimônia foram os atores Zezé Mota e Antonio Pompeu. A programação cultural do evento contou com coquetel performático realizado pelo Cabeça Feita, grupo de teatro de Brasília dirigido por Cristiane Sobral.
O edital teve mil inscritos, mas cerca de 600 não estavam aptos. Dos 412 projetos selecionados, 181 foram de artes visuais, 120 de dança e 111 de teatro. Os Estados que tiveram maior número de inscritos foram São Paulo (143), Rio de Janeiro (133) e Bahia (84). Elísio Lopes, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Funarte/MinC, diz que a intenção, em edições futuras do prêmio, é contemplar, também, outras áreas artísticas.
“O teatro e a dança permanecerão, mas a cada nova edição entrará uma linguagem diferente para compor. O audiovisual, por exemplo, está sendo previsto para a próxima seleção”, diz, destacando que ainda falta muito para que as demandas da cultura afro-brasileira sejam plenamente compreendidas. O prêmio é uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares.
Alguns prêmios
Dança
“Acorda Raça” (PR)
Bata-Kotô (DF)
Dança Afro-Brasileira nas Escolas (AL)
Teatro
Mãe Coragem” (RS)
“Oficina Comuns” (RJ)
“Ogum – O Deus e o Homem” (BA)
Artes Visuais
“Arte Resgatando o Quilombo” (SC)
“Negro por Inteiro” (MT)
“E o Silêncio Nagô Calou em Mim” (DF)
Participação do Leitor
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