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Cultura em rede: o trabalho colaborativo do Coletivo Digital

O Coletivo Digital atua como Pontão de Cultura desde fevereiro de 2009. Saiba mais sobre o seu trabalho

Engajados na luta pela democratização da tecnologia e pela disseminação e desenvolvimento do software livre, Coletivo Digital atua como Pontão de Cultura desde fevereiro de 2009. A organização, que existe desde o fim de 2004, é fruto da experiência adquirida no projeto Telecentros da Prefeitura de São Paulo, no qual alguns membros do Coletivo tomaram à frente de 2001 a 2004.

O Pontão de Cultura é um articulador dos demais Pontos em relação à área em que atua. Dentro desse projeto, o Coletivo dá apoio tecnológico aos Pontos de Cultura, possibilitando-os a criação e o desenvolvimento de produtos digitais a partir de ferramentas livres: audiovisual, manipulação de imagens e uso de sistema operacional livre.

Para capacitar a população e possibilitar o acesso comunitário à internet, o Coletivo promove cursos gratuitos de capacitação em softwares digitais, línguas, música e outros. Raul Luiz, diretor administrativo do Pontão, explica que a ideia é incorporar as questões de inclusão digital nas discussões dos cursos. “Nós queremos levar às pessoas cursos de boa qualidade e compartilhar o que sabemos para trabalhar de forma colaborativa.”

No ano passado, foram oferecidas um total de 234 vagas de diferentes cursos, mas nem todas as vagas foram preenchidas. Para Raul, o maior desafio do Pontão é conseguir quórum para os cursos. “Como os cursos são gratuitos a vazão é muito grande. Daí a dificuldade em formar novos multiplicadores.”

O diretor administrativo ressalta a importância desses cursos para democratizar o acesso à tecnologia e promover a inclusão digital. “Nosso objetivo é ir além do que já se foi hoje, porque agora o jovem já tem acesso ao computador, sabe usar as ferramentas de comunicação, mas sente a necessidade de produzir seu conteúdo.”

Segundo ele, cada curso tem sua dinâmica própria. No curso de manipulação de imagens, o aluno produz individualmente, cabendo ao monitor explicar as ferramentas em grupo. Já nos cursos de áudio e vídeo, a produção é feita coletivamente, considerando a edição de cada um.

Na opinião do diretor, o convênio com o Ministério da Cultura foi fundamental para cumprir o projeto do Coletivo. “Nós apresentamos a nossa proposta e ela se encaixou perfeitamente no programa. Um dos nossos projetos só foi possível viabilizar com a parceria do MinC via Pontos de Cultura”, acrescenta.

O projeto a que se refere é a tradução de dois manuais de softwares de áudio. Uma delas, parceria com o MinC e da comunidade de software livre Estúdio Livre, foi a tradução manual do Ardour. A outra foi do programa de edição de música Rosegarden, de código aberto para o sistema operacional Linux. Os dois manuais estão disponíveis no site do Coletivo: http://www.coletivodigital.org.br/manuais.

Para Raul Luiz, a troca de experiências entre os Pontos de Cultura ligados ao Pontão Coletivo Digital é extremamente rica, e possibilita tornar mais plural o trabalho de todos. Dessa forma, o ideal de aprofundar a democracia se cumpre. O acesso ao conhecimento livre e a inclusão digital podem ser garantido a todos.

Conheça o trabalho do Coletivo Digital no seguinte endereço: http://www.coletivodigital.org.br

(Jaqueline Ogliari – RRSP/MinC)

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