Começa nesta quarta-feira (21) a 11ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (fisl11), no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), em Porto Alegre. A abertura ocorre às 18 horas, no auditório da universidade. A maior parte das atividades inicia-se na quinta-feira (22), a partir das 9 horas, e segue até sábado (24). A programação envolve palestras, oficinas, mostras e encontros culturais.
O fisl11 acontece desde 1999 e agrega comunidades de pesquisadores, militantes e desenvolvedores de código livre de cerca de 27 países, de acordo com Sady Jacques, embaixador da Associação SoftwareLivre.org (ASL), co-responsável pela realização do evento. Também participam empresários e administradores de estatais e multinacionais
“Ano passado, ocorreram 350 palestras. Este ano, houve um esforço de ampliação para 500 atividades”, informa Jacques. “Há uma atenção na qualificação do debate, porque ainda é um tema de difícil compreensão da sociedade em geral. Ele é embasado por uma discussão fortemente técnica, de linguagens e ferramentas, e também por conceitos e práticas sociais e filosóficas de uma cultura digital, de compartilhamento de conhecimento e colaboração no desenvolvimento de tecnologia livre. São aspectos indissociáveis.”
Histórico e programação – O movimento do software livre no Brasil ganha expressão na década de 1990, segundo Jacques. “Ele é anterior na Europa e Estados Unidos, especialmente entre pesquisadores universitários, e toma corpo mundial com o projeto de desenvolvimento de um sistema operacional livre, o GNU/Linux“, pontua. “Passa a existir, então, uma preocupação com o usuário final, e rapidamente, por meio das comunidades colaborativas, são desenvolvidos aplicativos voltados para as tarefas do dia-a-dia, como os softwares de escritório.”
Nesse sentindo, a programação deste ano mantém relação com o contexto histórico e reflete um debate latente nas comunidades: a liberdade na rede. “De quem é essa rede? É conveniente que tenhamos tudo na rede? Como ficam os dados dos indivíduos?”, questiona. “Não basta querermos a emancipação de uma cultura digital sem saber de quem é o controle da informação.”
Jacques avalia que sub-temas como direito autoral e o marco civil da internet vão contribuir para o mote central do Fórum. Eles serão tratados em encontros organizados pela Coordenação de Cultura Digital da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC) a partir desta tarde, na sala Xemelê. Juntamente ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o MinC é um dos patrocinadores do evento, executado por meio de convênio com a ASL.
O evento ocorre até sábado. O site do fisl11 traz a programação integral e informações complementares para participantes e palestrantes.
(Janaína Rocha, Cultura Digital-SPC/Minc)
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