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sexta-feira, 25 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Trabalho e Confraternização

Turnê do Fórum Juvenil pelos sítios do Patrimônio Mundial no Brasil e na Argentina

Muita alegria, confraternização, visita a sítios do patrimônio mundial e intensas reuniões de trabalho são as marcas das oficinas do Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial da Unesco no Brasil, que estão sendo realizadas durante a passagem dos jovens por monumentos naturais e arqueológicos brasileiros e argentinos, registrados na lista de bens da humanidade.

As oficinas estão sendo realizadas com o objetivo de sensibilizar a juventude para a educação patrimonial e terão como resultado final a elaboração de um documentário, uma carta de intenções, uma exposição fotográfica e a divulgação das realizações do evento na web, dando início a uma rede social para abordar o tema do patrimônio mundial.

A turnê começou no dia 16 de julho, na cidade de Foz do Iguaçu, onde houve o lançamento do Fórum. No local, os jovens conhecerem a belíssima paisagem das Cataratas do Iguaçu e deram início às intervenções artístico-culturais que estão sendo realizadas junto aos sítios visitados. Nas quedas do Iguaçu, fizeram captação sonora para o documentário, misturando o som de instrumentos e cânticos indígenas ao barulho das águas. Nas ruínas de San Ignacio Miní (Argentina) e São Miguel Arcanjo (Brasil), cantaram e dançaram músicas com temática indígena e também recitaram poesias.

Em Foz do Iguaçu, foi a beleza e a força da natureza que mais impactaram os jovens visitantes. Já nas ruínas das reduções jesuítas, o assunto que dominou os debates foi a precária situação dos índios Guarani, povo protagonista do passado histórico destes sítios arqueológicos, que hoje está empobrecido, vendendo artesanato na entrada das ruínas e alijados das atividades ali desenvolvidas.

Encontro com o Cacique

Dentro da programação do Fórum, em São Miguel (RS), a coordenadora do escritório do Iphan nas Missões brasileiras, Candice Ballester, levou o grupo para uma conversa com o cacique Guarani, Ariel (Guaray-Pote). Ele respondeu aos questionamentos dos jovens e apresentou um vídeo feito pelos próprios índios com ajuda da ONG Vídeos nas Aldeias, em uma oficina de realização audiovisual ministrada pelo Iphan.

O cacique lamentou a falta de espaço para o seu povo caçar e praticar os rituais sagrados de sua cultura. Disse que vivem em uma área de 10 hectares, a 30 km da cidade, terra que considera insuficiente para a prática dos rituais religiosos, que dependem de locais pré-determinados dentro de seu território ancestral.

“Vivemos muito tristes na aldeia, mesmo assim fizemos este filme, para mostrar um pouco da nossa realidade aos brancos”, comentou o cacique. Ele disse que o trabalho é uma oportunidade de demonstrar que o povo Guarani também tem capacidade de produzir cultura e de usar as ferramentas audiovisuais para falar sobre seus costumes.

Questionado por um dos jovens sobre o que mais os Guaranis precisam para desenvolver sua Cultura na área indígena de São Miguel, Ariel respondeu que necessitam principalmente de mais terras e de respeito. “Ainda existe muita discriminação contra o índio. Tem gente aqui na cidade que nem sabe que existe uma aldeia Guarani no município. Precisamos de respeito e reconhecimento de que temos uma cultura de valor”, complementou.

A visita à cidade gaúcha foi encerrada na noite de segunda-feira, dia 19, com a apresentação do espetáculo de Luz e Som nas ruínas. Foi um momento de grande emoção para o grupo, que já estava sensibilizado após a conversa com o cacique. Fechando a noite, foram jantar e assistir a apresentações de danças folclóricas dos elencos infantil e juvenil do Centro de Tradições Gaúchas (CTG), Sinos de São Miguel. Na ocasião, foram convidados a dançar e a interagir com os bailarinos, quebrando o gelo de uma noite de baixa temperatura.

Seguindo Viagem

Na manhã do dia 20, começou o caminho de volta para a Capital Federal, visitando, ainda, as ruínas das Missões de São João Batista, no município de Vitória (RS). Um sítio arqueológico de menor porte e menos conservado do que São Miguel, porém de importância significativa para as reduções missioneiras do Século XVII, pois era o local onde extraíam ferro da pedra itacuru para a confecção de sinos, ferragens e ferramentas utilizados nas povoações.

Ao meio-dia, pararam para almoçar na cidade gaúcha de Santo Ângelo, onde também visitaram ruínas de antigas igrejas dos padres jesuítas e o museu da cidade. Ao entardecer, pegaram a balsa para atravessar o Rio Uruguai, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, no município de Porto Xavier (RS).

À noite, já estavam nas Missões argentinas de San Ignacio Miní. Uma parada para assistir um inusitado espetáculo de Luz e Som no sítio arqueológico. Figuras indígenas holográficas, em terceira dimensão, foram projetadas nas ruínas e sobre esguichos de água, produzindo um bonito efeito de imagens luminosas que encantou a todos.

Após a exibição, o jantar se transformou em uma verdadeira confraternização entre brasileiros e argentinos, com a qual todos caíram no samba, desde o motorista, garçons e clientes argentinos, até o jovem mochileiro chinês, Alpha Lee, que acompanhou o grupo durante o trajeto missioneiro. Na madrugada, seguiram em direção ao Brasil, para a cidade de Goiás (GO), próximo sítio do Patrimônio Mundial a ser visitado.

Leia, também, as seguintes matérias relacionadas: Entrevista; Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial.

Saiba mais: www.patrimoniojovem.com.br.

(Texto e fotos: Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

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5 comentários

  • Twitter Trackbacks for Ministério da Cultura - MinC » Trabalho e Confraternização [cultura.gov.br] on Topsy.com

    23 de julho de 2010

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  • WILLIAM MORAES CORRÊA (OS FOLIÕES - SÃO LUÍS- MA)

    23 de julho de 2010

    Compositor, poeta, artesão, desenhista, professor, contador de histórias, ritmista. Dedicou-se a educar crianças, jovens e adultos pela arte. Homem íntegro e brilhante, do qual sempre terei orgulho de chamar de PAI.

  • WILLIAM MORAES CORRÊA (OS FOLIÕES - SÃO LUÍS- MA)

    23 de julho de 2010

    Registramos a passagem de um mês do encantamento do professor Walmir Moraes Corrêa (Seu Walmir), presidente-fundador do Bloco Os Foliões e um dos maiores mestres da cultura popular brasileira. Amado e saudoso pai, ETERNO FOLIÃO, a alegria em pessoa.

  • rosilei palmeira da silva

    22 de julho de 2010

    atraves desse evento e participaçao da minha filha estou tendo um belo conhecimento nosso patrimonio adorei acompanha td que aconteceu nesse evento parabems a tds organizadores e pela chance para jovens

  • rosilei palmeira da silva

    22 de julho de 2010

    muito bom jovens do mundo inteiro ta participando desse envento estou orgulhoza de ter minha filha participando desse evento representando rio das ostra rj isso foi bom para melhora de nosso municipio?ela pode ajudar em algunha coisa ?