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sexta-feira, 25 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Trabalho com os Guaranis

Iphan/MinC promove ações com os índios na região das Missões Jesuíticas

A reinserção dos índios Guaranis nas atividades culturais realizadas nos sítios arqueológicos do Rio Grande  do Sul, sob a administração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), é uma das metas de trabalho do escritório regional da instituição nas Missões Jesuíticas brasileiras.

Segundo a coordenadora da representação local, Candice Bellester, o trabalho que vem sendo desenvolvido com os índios é o da elaboração de  salvaguardas, de entendimento de suas referências culturais e dos elementos que são importantes para que mantenham sua cultura.

Atualmente, os Mbyá-Guarani de São Miguel Arcanjo (RS) moram em uma área indígena há 30 km das ruínas missioneiras e têm livre trânsito no sítio arqueológico em que vendem artesanato e possuem uma casa de passagem. “Estamos discutindo junto com eles a utilização desse espaço, para que tragam um olhar Guarani a esse patrimônio”, comentou.

Uma demanda que fizeram ao Iphan foi a da realização de oficinas de vídeo com a Organização Não Governamental Índios nas Aldeias, na qual elaboraram um filme documental sobre a maneira como estão vivendo.

As demais reivindicações estão relacionadas com a necessidade de terem livre trânsito dentro de seu território original, tais como acesso à mata para a busca de plantas que utilizam em seus rituais, para a procura de  alimentos e de materiais utilizados na confecção de seus instrumentos. Outra demanda, segundo a coordenadora, é a  autorização para a transposição das fronteiras nacionais entre o Brasil, Argentina e Paraguai, que hoje dividem o antigo território Guarani.

Candice disse que a atual fase do trabalho do escritório regional do Iphan nas Missões é de pesquisa das referências culturais dos Guaranis e de  avaliação do inventário da política do Patrimônio Imaterial. Este trabalho vem  sendo avalizado pelo Iphan nacional e poderá ser utilizado em outras comunidades, dentro da ideia de complementar o inventário em todas as comunidades guaranis no Brasil.

(Texto e fotos: Patricia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

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