A 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial começa a discutir nesta terça-feira (27) a lista de bens em risco. O Comitê do Patrimônio Mundial avaliará relatórios de conservação de 31 bens e vai deliberar se esses bens continuam na Lista do Patrimônio Mundial em Risco, se saem da lista de risco e voltam à Lista do Patrimônio Mundial ou, o que é mais raro, se eles perdem o status de Patrimônio Mundial.
O ministro da Cultura e atual presidente do Comitê do Patrimônio Mundial, Juca Ferreira, visitou em abril um desses bens na lista de risco: as ilhas Galápagos. Ele apresentou a proposta brasileira para que o local se tornasse arquipélago irmão de Fernando de Noronha. “Fernando de Noronha é tão importante quanto Galápagos por sua biodiversidade e passam pelos mesmos problemas. Penso que temos muitas experiências a trocar e essa parceria pode contribuir para que Galápagos possa permanecer como patrimônio natural mundial”, disse Ferreira durante a visita. A idéia do ministro é desenvolver uma cooperação técnica nas áreas de preservação ambiental, cultura e turismo.
O turismo desordenado é uma ameaça também para o diretor regional da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para a América do Sul, João Queiroz. Ele enumera os principais problemas das 58 ilhas que integram o bioma: “a pressão turística, a pesca de espécies ameaçadas, como o pepino do mar, e a presença de espécies invasoras”. Galápagos está desde 2007 inscrito na Lista do Patrimônio Mundial em Risco. Queiroz ressaltou que, apesar dessas dificuldades, o governo equatoriano tem se esforçado para preservar o local.
A declaração foi feita esta manhã, durante a entrevista coletiva convocada pela IUCN, que, entre outras atividades, presta assessoria técnica ao Comitê do Patrimônio Mundial na elaboração de relatórios de conservação.
Bens brasileiros fora de risco
O Brasil possui 17 bens que receberam da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a chancela de Patrimônio Mundial. Nenhum deles está na lista de risco. Apesar de ser um bom indicativo de preservação, ressalta o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, não significa que não há desafios.
Almeida se refere a peculiaridade de cada cidade brasileira, na conservação do bem cultural. “Cada cidade possui uma dinâmica própria, seja no âmbito econômico, social e até mesmo na conscientização sobre a importância e valorização do seu bem.”
A decisão sobre a manutenção ou retirada de bens da Lista do Patrimônio Mundial em Risco deverá ser anunciada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (29).
Página oficial
http://www.34whc.brasilia2010.gov.br
Twitter
http://twitter.com/34whc – A hashtag oficial do evento é #34WHC.
Serviço
34ª. Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO
De 25/07 a 03/08
Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada
Brasília – DF
Participação do Leitor
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