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Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos, mas ainda é pequeno segundo editores

Agência Brasil, em 10/8/2010

O índice de leitura no Brasil aumentou 150% nos últimos dez anos. Passou de 1,8 livro por ano em média, para 4,7. Apesar do aumento, a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Machado Jardim, disse que o índice de leitura anual no Brasil ainda é pequeno comparado ao de países mais desenvolvidos.

“É baixo não só por estar muito aquém dos de países desenvolvidos ou até mesmo de alguns países em desenvolvimento, mas também porque inclui os livros didáticos, de leitura obrigatória.” A presidente fez a declaração durante a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Snel, que constatou aumento de 13,5% de obras publicadas no ano passado em relação a 2008.

“Nosso grande desafio é a formação de leitores, mas o que a pesquisa demonstra é que podemos ter uma esperança já que 15% do mercado corresponde aos livros infantojuvenis”, declarou Sônia, que disse estar preocupada pelo fato de as compras governamentais de livros técnico-científicos – mais voltadas à formação profissional e ao público universitário – não acompanharem o aumento do interesse pelo setor.

Dos 28,7 milhões de exemplares de livros técnico-científicos vendidos em 2009 (18,3% a mais que em 2008), os governos adquiriram apenas 182,8 mil. O que, apesar de pouco, significou um aumento de 142% em relação às compras de 2008, quando foram adquiridos apenas 75,4 mil exemplares.

“A compra governamental nesta área é baixíssima e se dá, principalmente, por meio do próprio aluno universitário e das universidades, o que demonstra a necessidade do brasileiro se qualificar e que, hoje, somente o ensino médio não basta para garantir o ingresso no mercado de trabalho”, concluiu Sônia.

Perguntada sobre o fato de o livro ainda ser um artigo pouco acessível para grande parte da população, Sônia defendeu que, com a produção em maior escala e as várias alternativas adotadas pelas editoras vem ajudando a popularizar o produto. “Até 2004 não havia os livros de bolso, por exemplo. Há as edições especiais, mais baratas, as vendas porta a porta. Há um novo mercado já que a classe C está ingressando no mercado e há preços para todo tamanho de bolso”.

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5 comentários

  • eliseu

    27 de dezembro de 2011

    MUito bom, gostei.

  • Doe livros: ajude alguém a crescer! | Prof. Fábio Nogueira et alii

    15 de setembro de 2011

    [...] A leitura realmente liberta. Com um livro, você pode viajar no tempo e no espaço sem sair do lugar. Eu me lembro de crescer entre muitos livros: felizmente tive essa sorte. No Brasil, ainda lemos muito pouco se comparado com outros países, apesar de termos melhorado nos últimos 10 anos. [...]

  • ruan

    5 de janeiro de 2011

    Gostaria de ter mais dados sobre a leitura no Brasil, e aproveitar a oportunidade de agradecer pelo material adquerido nesse site.

  • BRASIL GANHA MAIS LEITORES! « Blog da Comunicação

    24 de agosto de 2010

    [...] algumas semanas atrás, o Ministério da Cultura divulgou uma notícia afirmando que o índice de leitura no Brasil aumentou 150% nos últimos dez anos. De 1,8 livro por ano, a média nacional atingiu 4,7. Ou seja, o leitor brasileiro lê um livro a [...]

  • José Ribamar Mitoso

    11 de agosto de 2010

    Os editores estão escondendo o principal motivo do baixo índice de leitura: o preço do livro. Em Cuba,comprei 20 livros do Chê Guevara por 11 dólares. O mercado editorial possui isenção tributária na caeia do livro. Por que não baixam o preço?