Especialistas em ações de estímulo à leitura em presídios foram debatidas hoje estande do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), na 21ª Bienal do Livro de São Paulo. No encontro foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho para discutir a implantação do projeto da UNESCO: “Uma janela para o mundo”, em parceria com os ministérios da Cultura, Justiça, Educação e do Desenvolvimento Agrário. Recentemente, o Ministério da Cultura, através da Diretoria de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional, doou oito Pontos de Leitura a quatro penitenciárias federais.
As quatro penitenciárias federais – Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR) - começaram o trabalho de incentivo à leitura a partir da doação de acervo bibliográfico pelo projeto Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Agora, a proposta é integrar os acervos doados pelo MinC e pelo MDA e, junto com os ministérios da Educação e da Justiça, desenvolver uma ação voltada para a formação de agentes de leitura nos presídios, ampliando os projetos hoje desenvolvidos nestes espaços. Juntos, os quatro presídios atendem a aproximadamente 500 apenados.
Cada ponto de leitura doado pelo MinC é composto por um acervo de 650 obras – exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, DVD’s, enciclopédias, entre outros – computador e impressora. Cada penitenciária recebeu dois pontos de leitura – um para uso dos apenados e outro para uso dos familiares, que poderão levar os livros para casa.
“O espaço do presídio tem de ser de busca de recuperação”, diz Thimoty Irleand, representante da Unesco no Brasil. Segundo ele, a ação conjunta dos ministérios, nas penitenciárias federais, pode ser um piloto a ser replicado em outras instituições prisionais e países.
A programação completa do estande do PNLL encontra-se no site: www.pnll.gov.br
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