O modelo espanhol de incentivo ao livro e leitura foi apresentado hoje na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no III Fórum do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, que ocorre até sábado (21 de agosto). O PNLL foi instituído em 2006 pelos ministérios da Cultura e da Educação e é responsável pelas diretrizes das políticas para o setor. Desde então, todos os anos, o plano tem um estante na bienal, onde apresenta as ações desenvolvidas tanto pelo governo quanto pela sociedade civil.
Na abertura, Maria Luisa Torán apresentou o pacto Andaluz para o livro. Ela coordenou a implantação do plano integral para a promoção da leitura, entre 2005 e 2010. A especialista apresentou alguns programas instituídos na região espanhola, entre eles, o “Bosque do Livros” e o “Fahrenheit 451″. O “Bosque dos Livros” é constituído por um conjunto de árvores “adotadas” pela biblioteca pública local, que pode ser tanto em um parque quanto no pátio do estabelecimento ou outro local. A comunidade é estimulada a cultivar junto as espécies, que são catalogadas pela biblioteca e relacionadas a alguma referência literária. Atividades de contação de histórias, entre outras, são desenvolvidas pelas bibliotecas no Bosque dos Livros. Agentes florestais, bombeiros e moradores de regiões rurais são estimulados a participar do projeto, contando histórias de vida para aqueles que frequentam o bosque ou a biblioteca e, deste modo, unindo o universo do meio ambiente com o literário. “Buscamos mesclar atividades formativas com lúdicas no projeto”, diz Maria Luisa. Já o “Fahrenheit 451″ estimula cidadãos comuns a virarem contadores de trechos de livros, os chamados “pessoa-livro”. O cidadão recebe capacitação e uma sombinha que, quando aberta, indica que a contação do trecho vai começar. Ele só precisa narrar um trecho de um livro e pode estimular os transeuntes a declamarem poemas ou trechos de outras obras.
No Brasil, as ações de incentivo ao livro e à leitura são mapeadas pelo PNLL. Hoje são mais de 900 atividades financiadas pelo governo federal, através do Programa Mais Cultura, promovidas por estados e municípios ou pela sociedade civil. Estas iniciativas estão sendo apresentadas hoje e amanhã, sempre às 13h30 e às 18h no III Fórum do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias.
Amanhã os brasileiros poderão conhecer um pouco mais do que é desenvolvido no México. Emília Pacheco, diretora Geral de Publicações do Conselho Nacional de Cultura e Artes do México, e Socorro Venegas, diretora adjunta de Fomento à Leitura e ao Livro do mesmo conselho, irão apresentar, às 16h, as políticas públicas de livro e leitura naquele país. De manhã, será apresentado ainda o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido do Ministério da Cultura (Minc). De acordo com o representante da FGV e um dos coordenadores da pesquisa, Carlos Augusto Costa, as bibliotecas são o caminho para o desenvolvimento social e o mapeamento delas permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor.
A programação completa do encontro está no site: www.pnll.gov.br
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