Certas pessoas, quando se vão, deixam a clara impressão de nos passar a responsabilidade de fazer jus a seu empenho cidadão. É o caso de Dorina Nowill, que foi além de sua luta particular, determinada pela perda da visão aos 17 anos, e gestou projetos que melhoraram a vida de milhares de pessoas.
Essas iniciativas seguem em curso na fundação que leva seu nome e que há seis décadas se dedica à produção de livros, revistas e estudos acadêmicos em formatos adaptados para os cegos e distribuídos para escolas, bibliotecas e entidades.
A conquista e a universalização de direitos são um dos motores do que poderíamos chamar de humanização da humanidade. A luta das pessoas com deficiência pelo acesso à cultura, à educação e à cidadania de modo geral traz não só um estímulo, mas também uma lição no sentido de não nos acomodarmos à morosa perversidade do status quo.
Juca Ferreira
Ministro de Estado da Cultura
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