Nos dias 5 e 6 de setembro, entre as oito rodas de convivência que aconteceram no Encontro da Diversidade, no Rio de Janeiro, uma tratou somente de Diversidade Cultural e Saúde. “Não vivemos só de eventos e, ainda assim, nos eventos só pegamos a raspa. Precisamos conseguir que o artista com deficiência faça parte efetivamente das programações”, brada Messias Cordeiro, médico psiquiátrico e integrante do Ponto de Cultura Luz do Sol e da Federação Nacional do Brasil do artista com deficiência física.
Ele acha que falta “espaço de verdade”, pois o que os espetáculos costumam fazer é “colocar um ou outro só pra dizer que está trabalhando com inclusão”. Para Cordeiro, o preconceito com as pessoas com deficiência ainda é muito grande. “A referência que as pessoas tem de mim é a de doutor dos louquinhos”, desabafa.
Durante a conversa, Lindoarte Silva deu um depoimento emocionado. “A diversidade de pessoas com deficiência mental engloba pacientes usuários de remédio ou hospital. Hoje vivemos menos isolados, mas ainda assim somos tratados como inválidos”, desabafa. Ele lembra que nem sempre o aprimoramento de uma doença é tratado só com medicamentos. “Precisamos de mais que isso”.
Os participantes das rodas de convivência do Encontro da Diversidade aproveitaram os dois dias de evento para trocar experiências e relatos e aprender um com os outros. A idéia é fortalecer os laços entre diferentes segmentos culturais pelo Brasil.
(Rachel Mortari, SID/MinC)
(Fotos: Publius Vergilius)


Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.