A temática educacional esteve presente na roda de convivência Educação para a Diversidade Cultural neste domingo, 5 de setembro, durante o Encontro da Diversidade – Independência da Cultura, no Rio de Janeiro. O debate priorizou o viés da quebra de tabus e preconceitos e reuniu segmentos variados da cultura brasileira.
Mais sete rodas, além desta, acontecem de forma simultânea debatendo diversos temas. O objetivo é aproximar realidades diferentes e analisá-las sob o ponto de vista de reconhecimento e identificação para, assim, quebrar preconceitos e gerar reflexão de como lidar com universos diversos.
O movimento LGBT marcou presença com professores e educadores que destacaram a importância de garantir o respeito aos homossexuais nas escolas e universidades do país. Para o sergipano Marcelo Lima de Menezes, é preciso ”acabar com a cultura da ridicularização imposta por alguns programas de entretenimento transmitidos pela TV”.
“A diversidade cultural tem que estar presente no dia a dia da educação e ser integradora e não preconceituosa”, afirmou o representante da Coordenadoria Municipal da Diversidade Sexual de Betim, Henrique Moreira de Castro. O município trabalha, ainda, a regularização de horário flexível para a educação de profissionais da noite.
Durante a tarde, a educadora Renata Meirelles apresentou o Projeto Bira, realizado em parceria com o documentarista David Reeks. O casal visitou 16 comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia e registraram como vivem e do que brincam crianças desta região. Eles trocaram com elas um repertório de brincadeiras pesquisadas em outras regiões brasileiras, dentre elas, o peão. Eles documentaram como a brincadeira do peão é popular em todas as partes do país.
“As escolas estão se abrindo para a diversidade. As crianças não deveriam ficar divididas por faixa etária, pois aprendem muito mais no convívio com crianças mais velhas”, defendeu Renata. Para ela, os pequenos buscam a universalidade por meio de brinquedos e brincadeiras, e a interação é fundamental nessa fase da vida.
A troca de experiência da roda de convivência Educação para a Diversidade Cultural busca a superação de estereótipos e preconceitos nas práticas pedagógicas, indo além do desenvolvimento de valores como tolerância e apreciação da diversidade. O debate segue até 6 de setembro, dentro da programação do Encontro da Diversidade.
(Sheila Rezende, Comunicação Social/MinC)


Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.