26 projetos apresentados por 10 distribuidoras e 25 produtoras irão receber um investimento de R$ 24,5 milhões provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O anúncio foi realizado na última quinta-feira, 16 de setembro, no auditório da Agencia Nacional de Cinema (Ancine), no Rio de Janeiro.
Os investimentos são referentes à linha C (aquisição de direitos de distribuição de longas-metragens) e linha D (comercialização de longas-metragens) do FSA. As duas linhas de investimento foram articuladas para fortalecer as distribuidoras independentes brasileiras e estimulá-las a ter o filme nacional como seu principal produto.
O diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, destacou os avanços realizados nesta segunda convocatória do FSA e a ampliação significativa do volume de investimentos injetados no mercado. Observou, também, que os primeiros resultados concretos do FSA já se fazem notar, como o encurtamento do ciclo de produção dos longas-metragens, entre o momento da apresentação do projeto e o lançamento comercial do filme finalizado:
“Percebemos que houve uma mobilização mais ampla do mercado, além de um aperfeiçoamento dos projetos apresentados e dos próprios mecanismos de análise e seleção. Mas o objetivo do Fundo permanece o mesmo: encontrar filmes que tenham capacidade de dialogar com diferentes públicos, induzindo uma produção diversificada a realizar seu potencial nas salas de cinema”, disse.
Coube ao diretor da Agência, Mario Diamante fazer a leitura da lista de projetos contemplados e os investimentos que cada um receberão.
- Pela linha C foram contemplados os projetos “O tempo e o vento”, de Jayme Monjardim; “Cilada.com”, de José Alvarenga Jr.; “A montanha”, de Vicente Ferraz; “Amor sem fronteiras”, de Marcelo Ferretti Santiago; “O outro lado do vento”, de Walter Lima Junior; “Praia do futuro”, de Karim Aïnouz; “O olho e a faca”, de Paulo Sacramento; “Bonitinha, mas ordinária”, de Moacyr Góes; “Nautilus”, de Rodrigo Gava e Clewerson Saremba; “Casais inteligentes enriquecem juntos”, de Anna Muylaert; “Um pequeno problema”, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo; “Anjos da Lapa”, de João Araújo; “Os inocentes”, de Rodrigo Bittencourt; “Amazônia – Planeta verde”, de Thierry Ragobert e Luc Marescot; “The billi pig”, de José Eduardo Belmonte; e “Ritos de passagem”, de Francisco Liberato de Mattos.
- Já pela linha D foram contemplados “Família vende tudo”, de Alain Fresnot; “Corpo presente”, de Marcelo Toledo e Paolo Gregori; “Guerra de vizinhos”, de Rubens Xavier; “Quebradeiras”, de Evaldo Mocarzel; “Uma professora muito maluquinha”, de André Alves Pinto e Cesar Rodrigues; “Lutas – O filme”, de Luiz Bolognesi; “Como esquecer”, de Malu de Martino; “Rosa morena”, de Carlos Oliveira; “Histórias de Alice”, de Oswaldo Caldeira; e “O Tablado e Maria Clara Machado”, de Creuza Gravina.
(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)
Fonte: Ancine/MinC
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