Ações que fortaleçam o setor musical, que tenham caráter de políticas, que possam ser implementadas em três meses e que contenham um sentido plural, que atenda à diversidade do segmento e do país, integram os projetos apresentados e aprovados na tarde de quarta-feira, 22 de setembro, durante a 1ª Reunião do Comitê Setorial de Música.
No encontro realizado em Brasília, representantes da sociedade civil, da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Ministério da Cultura reuniram-se para dialogar sobre as diretrizes e as primeiras ações do novo Fundo Setorial da Música, um dos segmentos que comporão o novo Fundo Nacional de Cultura.
“A criação do Fundo Setorial da Música torna-se importante ao corrigir algumas distorções que ainda existem no fomento à música no Brasil, em que sempre prevaleceu o patrocínio”, destacou Eulícia Esteves da Silva Vieira, presidente do comitê setorial de música. “Esse novo fundo fortalece a ação do Estado na busca de desenvolvimento igualitário para o setor e dá voz e amplitude para a sociedade civil, que é parte fundamental nessa construção”, prosseguiu.
Entre as ações, programas e editais aprovados nesse primeiro encontro, estão os que destinarão recursos aos festivais, às feiras e mostras de música, os que apóiam as orquestras, a música de câmara, bandas musicais e as ações estratégicas que precisarão ser tomadas para a formação de redes musicais e caminhos para a implementação de música nas escolas.
Pela sociedade civil, representando o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), Luis Felipe Gama Pinto afirmou que todos os projetos aprovados pelo novo fundo setorial da música são importantes, pois são plurais e constituem políticas importantes. No entanto, alertou para o fato de que mais projetos pactuados durante a formação da Rede Música Brasil precisam fazer parte de novas ações que serão implementadas pelo Ministério da Cultura e financiadas pelo Fundo Setorial.
Entre os projetos propostos pelos participantes estão os que fomentam a capacitação e circulação de músicas e profissionais; programas de intercâmbio e deslocamento de músicos e técnicos para aprendizado e troca de experiência; ações que promovam a difusão de partituras e a regularização do Congresso Nacional de Música.
(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)
(Foto: Marina Ofugi, Comunicação Social/MinC)
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