Especialistas do audiovisual, dirigentes do MinC e representantes da sociedade civil reuniram-se nesta quarta-feira, 22 de setembro, em Brasília, no primeiro Comitê Técnico do Audiovisual para discutir as diretrizes do Fundo Setorial de Incentivo à Inovação Audiovisual (FSIIA).
Segundo o secretário do Audiovisual, Newton Cannito, este Fundo é a realização de um sonho coletivo: inovar na criação, na distribuição e na formação audiovisual. “Nosso objetivo é ser inovador também na formulação das políticas públicas e atuar em gargalos da cadeia produtiva e criativa do audiovisual”.
Desde 2003, a SAv vem ampliando o fomento ao audiovisual brasileiro por meio de programas e editais. O Fundo de Inovação não substitui o orçamento tradicional da SAv que, em 2011, continuará com os programas e fomentos existentes – editais de longas-metragens, curtas-metragens, documentários, apoio a Festivais, Cineclubes entre outros, mas justamente complementar tudo isso. “Nesse primeiro momento, ele irá atuar em novas áreas e a lançar políticas inéditas. A ideia é ampliar ainda mais o escopo de abrangência da atividade audiovisual e chegar até agentes econômicos e criativos onde o Estado ainda não atua”, disse o secretário.
O objetivo dessa primeira reunião do Comitê foi discutir as diretrizes e linhas do Fundo Setorial, além de avaliar uma proposta de atuação imediata, ainda para 2010. Apesar de ser implantado apenas em 2011, juntamente com outros sete fundos setoriais, a ideia do Ministério da Cultura é lançar ainda este ano Fundos Setoriais que, mesmo com orçamento parcial, comecem a exercitar como eles poderão ser no futuro.
A SAv também apresentou uma proposta concreta de programas para ser debatida com a sociedade. Fruto de diálogo com diversas entidades e também de um diagnóstico do setor a proposta apresentada tem por estratégia ampliar ainda mais o escopo da atividade audiovisual. Para isso , atua em setores que até hoje não foram atendidos pelas políticas audiovisuais – como videolocadoras, universidades e curadores – e promove a interação do audiovisual com outras artes – como literatura, música, dança, por exemplo -, conquistando assim novos talentos e novos públicos para a atividade audiovisual. Para Cannito, “o principal é exercitar nesse Fundo a criação de políticas públicas que transcendam as políticas setoriais, que são formuladas apenas a partir das demandas dos produtores, para que sejam também políticas públicas realmente públicas, criadas a partir das demandas do cidadão, que é o espectador final”.
A proposta apresentada para debate trouxe um leque de dez ações e visa fomentar ações em áreas inovadoras como as de videoclipes, videodança, desenvolvimento de roteiro, interprogramas, programas universitários, projetos de curadoria, videolocadoras e empreendedorismo cultural por meio de coletivos criativos. O encontro com a sociedade civil permitiu o surgimento de novas ideias que aperfeiçoaram programas e pensaram novos públicos e novas ações. O objetivo é que esses primeiros programas e editais sirvam como exemplos de política pública inovadora. Novas propostas para compor o modelo do fundo estão sendo encaminhadas pelo comitê e ainda podem compor o Fundo Setorial de Incentivo à Inovação Audiovisual.
“Todas as ideias inovadoras são bem-vindas”, afirma o secretário. “O importante é elaboramos juntos políticas que pensem grande, muito além de nosso umbigo” completa.
(Narla Aguiar, SAv/MinC)
(Foto: Marina Ofugi, Comunicação Social/MinC)
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