A manhã do primeiro dia do Fórum Da Cultura Digital Brasileira reuniu o deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), o membro da rede Cultura DigitalBr, Cláudio Prado, e o Presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), Mário Brandão, em debate sobre a situação e o futuro das lan houses do Brasil.
Mario Brandão definiu esses locais como espaços democráticos da cultura digital: “Hoje, 45 % dos usuários da internet acessam a rede pelas lan houses. No norte e no nordeste esse percentual é de 69%. Entre brasileiros com renda média de um salário mínimo mensal, o número chega a 82%”, afirmou.
No entanto, são muitas as dificuldades que enfrentam as lan houses brasileiras – hoje estimadas em 100 mil estabelecimentos –, explicou Cláudio Prado. “Elas são vistas por muitos como centros de perdição, de desvirtuação. Com isso, foram se marginalizando. Legalizá-las, hoje, embora necessário, deve ser um processo cuidadoso, pois é difícil enquadrar a diversidade de atividades que essas empresas praticam”, observou.
O deputado Paulo Teixeira, que integra as discussões na Câmara Federal sobre o tema, defende mudanças na legislação: “Todo o aparato legal que rege as lan houses no Brasil é restritivo. Impede, por exemplo, a presença de crianças ou a existência desse tipo de empresa na proximidade de escolas. É preciso entender esses espaços como centros de oportunidade”, apontou.
Mário Brandão falou ainda do futuro das lan houses no Brasil. Segundo ele, com a aprovação do Plano Nacional de Banda Larga, elas deixarão de estar voltadas apenas para a venda de banda. “E aí vem a vocação desses estabelecimentos como pontos de cultura digital diversificados”.
(Anderson Falcão, Comunicação Social/ MinC)
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