Maurício Dantas, coordenador do Plano Nacional de Cultura e assessor da secretaria Executiva do Ministério da Cultura (MinC), acredita que o benefício incentivará a criação de eventos culturais em todo o país.
- A ideia é aumentar o número de espetáculos e peças de teatro, além de estimular a compra de produtos culturais – disse. – O projeto permitirá, ainda, a abertura de cinemas em bairros populares e a qualificação da produção cinematográfica.
Dantas garante que o benefício não poderá ser utilizado para outros fins. Isso porque, afirma, o cartão magnético só será aceito em empresas autorizadas a produzir e comercializar o Vale e que estejam cadastradas junto ao Ministério da Cultura.
Para o escritor Ziraldo, a ação é positiva, mas o resultado depende da divulgação.
- A comunidade carente deixa de freqüentar eventos culturais não só por falta de re cursos, mas também pela ausência de informações sobre as produções artísticas que acontecem nas comunidades – afirmou. – O projeto por si só não vai resolver a carência de cultura entre a população de baixa renda. É preciso levar informações ao público da periferia e criar facilidades que habituem as pessoas a participarem de eventos artísticos.
Eurico Figueiredo, cientista político da Universidade Federal Fluminense (UFF), reforça que a iniciativa deve gerar emprego, renda e qualificação do sistema cultural.
- O projeto contará com um grande investimento que será aproveitado pelos produtores culturais. O resultado da tentativa de elevação cultural da comunidade depende do de senvolvimento do Brasil como um todo – concluiu.
O Vale Cultura também despertou o interesse de outros países. Recentemente o Chile enviou delegação ao Brasil para entender o projeto e copiar o modelo brasileiro. A Argentina e alguns países europeus também acompanham o desenvolvimento do projeto no Brasil.
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