A exposição Hélio Oiticica – Museu é o Mundo, já está aberta ao público de Brasília desde a última terça-feira (21), no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília.Trata-se da maior mostra já realizada sobre Hélio Oiticica e a chegada à capital brasileira faz parte da itinerância que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro. Após Brasília, a exposição segue para Belém.
A exposição traz raríssimos penetráveis, obras monumentais de Hélio Oiticica, que serão instalados em espaços públicos, como ‘Invenção da Luz’, feito pelo artista para Brasília, no final da década de 1970, e que será visto pela primeira vez na cidade. Vai ser instalada no Eixo Monumental, em frente à Funarte.
No Museu Nacional, o público encontra alguns de seus ‘Metaesquemas’, datados de 1958. “Para mim, metaesquema significa que, pelo fato de eu não usar cor, usar pouca cor, e usar o papelão, continua a ser pintura, porque o espaço é pintura. Então ‘metaesquema’ é isso, uma coisa que fica ‘entre’, que não é pintura nem desenho, mas a realidade, uma evolução da pintura”, disse Hélio Oiticica em um trecho da sua última entrevista, que foi cedida a Jorge Guinle e está reunida na série “Encontros: Helio Oiticica”.
Além disso, o público, especialmente crianças, se diverte nas diversas instalações como ‘Rhodislândia’, de 1971. A exposição também traz bólides e parangolés do artista, como o ‘Parangolé Noblau’ (1979/86). Há ainda vídeos, como ‘HO’ (12min), de 1979, estrelado por Oiticica e dirigido por Ivan Cardoso.
Um projeto itinerante
A circulação das obras custará R$ 1,5 milhão, captados a partir de uma parceria estratégica estabelecida com o Ministério da Cultura, que investiu ainda mais de R$ 800 mil nos processos de higienização e restauração das obras danificadas pelo incêndio do ano passado.
“Hélio Oiticica foi um exemplo de como ser um artista transgressor e ajudar com isto a renovar o nosso conceito sobre Arte. Para usar a expressão que aparece em um dos seus trabalhos mais famosos, ser marginal foi para ele uma maneira de ser herói”, explica o ministro Juca Ferreira. “Nem o marginal criminoso, nem o herói sancionado pelo sistema. Mas o artista que anda na margem com as próprias pernas, ao invés de se deixar levar pela corrente”, finaliza.
A exposição fica em Brasília, no Museu Nacional, até 20 de fevereiro de 2011, das 9h às 18h. A entrada é franca.
(Texto: Carol Monteiro, Comunicação Social/ MinC)
(Fotos: Marina Ofugi, Comunicação Social/ MinC)
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