Distribuidora de Livros Digitais prevê um faturamento de R$ 12 milhões, mas só para 2011
Mesmo com os bons números registrados pelo mercado de e-books nos Estados Unidos, as editoras brasileiras ainda tratam este assunto com cautela. Enquanto no vizinho do Norte o mercado de venda destes aparelhos deve fechar em 966 milhões de dólares neste fim de ano, aqui, a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), uma empresa de fornecimento de conteúdo específico para e-readers, prevê um faturamento de até R$ 12 milhões, mas só para 2011.
A DLD foi criada em junho deste ano com a união das editoras Objetiva, Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta. Antes de ser criada, a empresa estudou no mercado norte-americano, questões como a pirataria, as restrições comerciais e o preço.
A cautela do mercado brasileiro é baseada em indicadores como uma pesquisa divulgada durante a Bienal do Livro em São Paulo, em agosto, que mostrou que 67% dos entrevistados não conheciam o e-book, os sócios da DLD – hoje sem a Intrínseca, que preferiu deixar a distribuidora – apostam em retornos modestos nos primeiros anos.
- O livro impresso faz parte da nossa cultura e, por isso, continuará existindo – disse Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, que organizou um seminário sobre o Livro eletrônico, no início do ano, com presença do diretor da Feira de Frankfurt, Jurgen Boos.
A partir deste evento foi oficializado a condição do Brasil como convidado da feira de 2013. Com isso, o Ministério da Cultura destinou, em outubro, a verba de R$ 365 mil para a criação de um fundo de tradução.
- Com exceção de clássicos, como Jorge Amado, e de best-sellers, como Paulo Coelho, a literatura do Brasil é praticamente desconhecida na Alemanha – atestou Boos.
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