Nascida em uma família de intelectuais e artistas, Anna de Hollanda, 62 anos, é cantora, compositora e gestora cultural. É a sexta dos sete filhos do casal Sérgio Buarque de Hollanda – um dos mais importantes historiadores brasileiros – e da pianista Maria Amélia Alvim.
Desde jovem envolveu-se em política, tendo pertencido aos quadros do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e participado como militante em diversas campanhas eleitorais. Ana de Hollanda também se dedicou à carreira de gestora pública, sempre na área cultural.
De 1983 a 1985, chefiou o setor musical do Centro Cultural de São Paulo. Entre os anos de 1986 a 1988, foi secretária de Cultura do município de Osasco, na gestão Humberto Parro (PMDB). De 2003 a 2007, dirigiu o Centro de Música da Fundação Nacional de Artes, do Ministério da Cultura (Funarte/MinC). Nos últimos três anos, foi vice-presidente do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Rio de Janeiro.
Ministério da Cultura
O Ministério da Cultura (MinC) foi criado em 15 de março de 1985, por desdobramento do Ministério da Educação e Cultura (MEC), com a missão constitucional de ampliar o acesso da sociedade brasileira à produção e à fruição cultural.
Ao longo dos 25 anos de sua existência, teve a sua estrutura funcional remodelada por quatro vezes, e contou com a gestão de 13 ministros, todos eles nomes de destaque no cenário político-cultural do país, como, por alguns exemplos, o economista Celso Furtado (1986-1988), o filósofo e diplomata Sérgio Paulo Rouanet (1991-1992) e o cantor, músico e compositor Gilberto Gil (2003-2008).
A cantora e compositora Ana de Hollanda, indicada pela presidenta Dilma Rousseff para coordenar o ministério, será a primeira mulher a integrar a galeria dos mais altos dirigentes da Cultura do Brasil.
(Texto: Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)
(Foto: André Melo)
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