quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
« Voltar Imprimir

Posse da nova ministra

Discurso de posse proferido pela nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda

Excelentíssimos Srs. ministros e ministras, senadores e deputados, demais autoridades presentes, caríssimos servidores do Ministério da Cultura do Brasil,

Minhas amigas, meus amigos, boa tarde.

Antes de mais nada, quero dizer que é com alegria que me encontro aqui hoje. Uma espécie de alegria que eu talvez possa definir como uma alegria densa. Porque este é, para mim, um momento de emoção, felicidade e compromisso.

Sinto-me realmente honrada por ter sido escolhida, pela presidenta Dilma Rousseff, para ser a nova ministra da Cultura do meu país.

Um momento novo está amanhecendo na história do Brasil – quando, pela primeira vez, uma mulher assume a Presidência da República. Por essa razão, me sinto também privilegiada pela escolha. Também é a primeira vez que uma mulher vai assumir o Ministério da Cultura. E aqui estou para firmar um compromisso cultural com a minha gente brasileira.

Durante a campanha presidencial vitoriosa, a candidata Dilma lembrou muitas vezes que sua missão era continuar a grande obra do presidente Lula. Mas nunca deixou de dizer, com todas as letras, que “continuar não é repetir”.

Continuar é avançar no processo construtivo. E quando queremos levar um processo adiante, a gente se vê na fascinante obrigação de dar passos novos e inovadores. Este será um dos nortes da nossa atuação no Ministério da Cultura: continuar – e avançar.

A política cultural, no governo do presidente Lula, abriu-se em muitas direções. O que recebemos aqui, hoje, é um legado positivo de avanços democráticos. É a herança de um governo que se compenetrou de sua missão de fomentador, incentivador, financiador e indutor do processo de desenvolvimento cultural do país.

Sua principal característica talvez tenha sido mesmo a de perceber que já era tempo de abrir os olhos, de alargar o horizonte, para incorporar segmentos sociais até então desconsiderados. E abrigar um conjunto maior e mais variado de fazeres artísticos e culturais. Em consequência disso, muitas coisas, que andavam apagadas, ganharam relevo: grupos artísticos, associações culturais, organizações sociais que se movem no campo da cultura. E se projetou, nas grandes e médias cidades brasileiras, o protagonismo colorido das periferias.

É claro que vamos dar continuidade a iniciativas como os Pontos de Cultura, programas e projetos do Mais Cultura, intervenções culturais e urbanísticas já aprovadas ou em andamento – como as ações urbanas previstas no PAC 2, com suas praças, jardins, equipamentos de lazer e  bibliotecas. E as obras do PAC das Cidades Históricas, destinadas a iluminar memórias brasileiras. Enfim, minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade. Coisas se desfazendo pelo caminho. Pinturas deixadas no cavalete por falta de tinta.

Quero adiantar, também, que o Ministério da Cultura vai estar organicamente conectado – em todas as suas instâncias e em todos os seus instantes – ao programa geral do governo da presidenta Dilma. Às grandes metas nacionais de erradicar a miséria, garantir e expandir a ascensão social, melhorar a qualidade de vida nas cidades brasileiras, promover a imagem, a presença e a atuação do Brasil no mundo. A chama da cultura e da criatividade cultural brasileira deverá estar acesa no coração mesmo de cada uma dessas grandes metas.

Erradicar a miséria, assim como ampliar a ascensão social, é melhorar a vida material de um grande número de brasileiros e brasileiras. Mas não pode se resumir a isso. Para a realização plena de cada uma dessas pessoas, tem de significar, também, acesso à informação, ao conhecimento, às artes. É preciso, por isso mesmo, ampliar a capacidade de consumo cultural dessa multidão de brasileiros que está ascendendo socialmente.

Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos – e menos cultura. É perfeitamente compreensível. Mas a balança não pode permanecer assim tão desequilibrada. Cabe a nós alargar o acesso da população aos bens simbólicos. Porque é necessário democratizar tanto a possibilidade de produzir quanto a de consumir.

E aproveito a ocasião para pedir uma primeira grande ajuda ao Congresso, aos senadores e deputados agora eleitos ou reeleitos pela população brasileira: por favor, vamos aprovar, este ano, nesses próximos meses, o nosso Vale Cultura, para que a gente possa incrementar, o mais rapidamente possível, a inclusão da cultura na cesta do trabalhador e da trabalhadora. Cesta que não deve ser apenas “básica” – mas básica e essencial para a vida de todos. Em suma, o que nós queremos e precisamos fazer é o casamento da ascensão social e da ascensão cultural. Para acabar com a fome de cultura que ainda reina em nosso país.

A mesma e forte chama da cultura e da criatividade do nosso povo deve cintilar, ainda, no solo da reforma urbana e no horizonte da afirmação soberana do Brasil no mundo. Arquitetura é cultura. Urbanismo é cultura. Na visão tradicional, arquitetura e urbanismo só são “cultura” quando a gente olha para trás, na hora de tombamentos e restaurações. Isso é importante, mas não é tudo. Arquitetura e urbanismo são cultura, também, no momento presente de cada cidade e na criação de seus desenhos e possibilidades futuras. Hoje, diante da crise geral das cidades brasileiras, isso vale mais do que nunca.

O que não significa que vamos passar ao largo da vida rural, como se ela não existisse. O campo precisa de um “luz para todos” cultural.

De outra parte, o Ministério da Cultura tem de realmente começar a pensar o Brasil como um dos centros mais vistosos da nova cultura mundial.

Quero ainda assumir outro compromisso, que me alegra ver como uma homenagem ao nosso querido Darcy Ribeiro. Estaremos firmes, ao lado do Ministério da Educação, na missão inadiável de qualificar o ensino em nosso país. Se o Ministério da Educação quer mais cultura nas escolas, o Ministério da Cultura quer estar mais presente, mediando o encontro essencial entre a comunidade escolar e a cultura brasileira. Um encontro que há muito o Brasil espera – e onde todos só temos a ganhar.

Pelo que desde já se pode ver, o Ministério da Cultura, na gestão de Dilma Rousseff, não será uma senhora excêntrica, nem um estranho no ninho. Vai fazer parte do dia-a-dia das ações e discussões. Vai estreitar seus laços de parentesco no espaço interno do governo. Mas, para que tudo isso se realize, na sua plenitude, não podemos nos esquecer do que é mais importante.

Tudo bem que muita gente se contente em ficar apenas deslizando o olhar pela folhagem do bosque. Mas a folhagem e as florações não brotam do nada. Na base de todo o bosque, de todo o campo da cultura, está a criatividade. Está a figura humana e real da pessoa que cria. Se anunciamos tantos projetos e tantas ações para o conjunto da cultura, se aceitamos o princípio de que a cultura é um direito de todos, se realçamos o lugar da cultura na construção da cidadania e no combate à violência, não podemos deixar no desamparo, distante de nossas preocupações, justamente aquele que é responsável pela existência da arte e da cultura.

Visões gerais da questão cultural brasileira, discutindo estruturas e sistemas, muitas vezes obscurecem – e parecem até anular – a figura do criador e o processo criativo. Se há um pecado que não vou cometer, é este. Pelo contrário: o Ministério vai ceder a todas as tentações da criatividade cultural brasileira. A criação vai estar no centro de todas as nossas atenções. A imensa criatividade, a imensa diversidade cultural do povo mestiço do Brasil, país de todas as misturas e de todos os sincretismos. Criatividade e diversidade que, ao mesmo tempo, se entrelaçam e se resolvem num conjunto único de cultura. Este é o verdadeiro milagre brasileiro, que vai do Círio de Nazaré às colunatas do Palácio da Alvorada, passando por muitas cores e tambores.

Sim. A riqueza da cultura brasileira é um fato que se impõe mesmo ao mais distraído de todos os observadores. Já vai se tornando até uma espécie de lugar comum reconhecer que a nossa diversidade artística e cultural é tão grande, encantadora e fascinante quanto a nossa biodiversidade. E é a cultura que diz quem somos nós. É na criação artística e cultural que a alma brasileira se produz e se reconhece. Que a alma brasileira brilha para nós mesmos – e rebrilha para o mundo inteiro.

E aqui me permitam a nota pessoal. Mas é que não posso trair a mim mesma. Não posso negar o que vi e o que vivi. Arte e cultura fazem parte – ou melhor, são a minha vida desde que me entendo por gente. Vivência e convivência íntimas e já duradouras. Nasci e cresci respirando esse ar. Com todos os seus fluidos, os seus sopros vitais, as suas revelações, os seus aromas, as suas iluminuras e iluminações… E nesse momento eu não poderia deixar de agradecer ao meu pai e à minha mãe, que me abriram a mente para assimilar o sentido de todas as linguagens artísticas e culturais. É por isso mesmo que devo e vou colocar, no centro de tudo, a criação e a criatividade. O grande, vivo e colorido tear onde milhões de brasileiros tecem diariamente a nossa cultura.

A criatividade brasileira chega a ser espantosa, desconcertante, e se expressa em todos os cantos e campos do fazer artístico e cultural: no artesanato, na dança, no cinema, na música, na produção digital, na arquitetura, no design, na televisão, na literatura, na moda, no teatro, na festa.

Pujança – é a palavra. E é esta criatividade que gira a roda, que move moinhos, que revela a cara de tudo e de todos, que afirma o país, que gera emprego e renda, que alegra os deuses e os mortais. Isso tem de ser encarado com o maior carinho do mundo. Mas não somente com carinho. Tem de ser tratado com carinho e objetividade. E é justamente por isso que, ao assumir o Ministério da Cultura, assumo também a missão de celebrar e fomentar os processos criativos brasileiros. Porque, acima de tudo, é tempo de olhar para quem está criando.

A partir deste momento em que assumo o Ministério da Cultura, cada artista, cada criadora ou criador brasileiro, pode ter a certeza de uma coisa: o meu coração está batendo por eles. E o meu coração vai saber se traduzir em programas, projetos e ações.

Sei que, neste momento, a arte e a cultura brasileiras já nos brindam com coisas demais à luz do dia, à luz da noite, em recintos fechados e ao ar livre. E vamos estimular e fortalecer todas elas. Objetivamente, na medida do possível. E subjetivamente, na desmedida do impossível. Mas sei, também, que coisas demais ainda estão por vir, das extensões amazônicas à amplidão dos pampas, passeando pelos assentamentos da agricultura familiar, por fábricas e usinas hidrelétricas, por escolas e canaviais, por vilas e favelas, praias e rios – entre o computador, o palco e a argila. Porque, no terreno da cultura, para lembrar vagamente, e ao inverso, um verso de Drummond, todo barro é esperança de escultura.

É preciso descentralizar, sim. Mas descentralizar sem deserdar. É preciso dar formação e ferramentas aos novos. Mas garantindo a sustentação objetiva dos seus fazeres. Porque, como disse, muita coisa ainda se move em zonas escuras ou submersas, sem ter meios de aflorar à superfície mais viva de nossas vidas. É preciso explorar essas jazidas. Explorar a imensa riqueza desse “pré-sal” do simbólico que ainda não rebrilhou à flor das águas imensas da cultura brasileira.

Por tudo isso é que devo dizer que a atuação do Ministério da Cultura vai estar sempre profundamente ligada às raízes do Brasil. Pois só assim vamos nos entender a nós mesmos. E saber encontrar os caminhos mais claros do nosso futuro.

Minhas amigas e meus amigos, antes de encerrar, quero me dirigir às trabalhadoras e aos trabalhadores deste Ministério. De uma forma breve, mais breve do que gostaria, mas a gente vai ter muito mais tempo para conversar. De momento, quero apenas dizer o seguinte: seremos todos, aqui, servidores realmente públicos. Vou precisar, passo a passo, da dedicação de todos vocês. Vamos trabalhar juntos, somar esforços, multiplicar energias, das menores tarefas cotidianas, no dia-a-dia deste Ministério, às metas maiores que desejamos realizar em nosso país.

Em resumo, é isso. O que interessa, agora, é saber fazer. Mas, também, saber escutar. Quero que a minha gestão, no Ministério da Cultura, caiba em poucas palavras: saber pensar, saber fazer, saber escutar. Mas tenho também o meu jeito pessoal de conduzir as coisas. E tudo – todas as nossas reflexões, todos os nossos projetos, todas as nossas intervenções –, tudo será feito buscando, sempre, o melhor caminho. Com suavidade – e firmeza. Com delicadeza – e ousadia.

Mas, volto a dizer, e vou insistir sempre: com a criação no centro de tudo. A criação será o centro do sistema solar de nossas políticas culturais e do nosso fazer cotidiano. Por uma razão muito simples: não existe arte sem artista.

Muito obrigada.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • TwitThis
  • email
  • LinkedIn
Reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade do veículo.

Participação do Leitor

Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.

*

max. 1000 caracteres


Regras para comentários:

1. Os comentários terão moderação desta Assessoria de Comunicação.

2. Comentários que fujam ao teor da matéria serão excluídos.

3. Ofensas e quaisquer outras formas de difamação não serão publicadas.

4. Não publicamos denúncias. Nestes casos, serão enviadas à Ouvidoria, que as encaminhará aos órgãos cabíveis.

5. A postagem de comentários com links de matérias não produzidas por este ministério será excluída.

6. Respostas a questionamentos e esclarecimentos exigem consulta, impedindo-nos, por vezes, retorno imediato.



38 comentários

  • P2P Foundation » Blog Archive » Background on the anti-freecultural policies of the new Brazilian Minister of Culture, Ana de Hollanda

    21 de fevereiro de 2011

    [...] 18http://www.cultura.gov.br/site/2011/01/03/posse-da-nova-ministra-2/ [...]

  • Do MinC 1 ao Minc2: a Cultura e a Retórica da Gestão no Brasil

    11 de fevereiro de 2011

    [...] constatá-lo, basta ler o discurso de posse da própria Ministra, em especial o décimo parágrafo, em que ela, em clássico ato falho [...]

  • Por um Minc não careta ou três tempos/visões de política cultural e cultura brasileira | Remídia

    8 de fevereiro de 2011

    [...] isso por causa do discurso da posse de Ana de Holanda. Tem coisas legais, tem coisas ambíguas, tem coisas que eu acho ruim, mas a ideia da “pessoa [...]

  • Polêmica ECAD X CC: Síntese provisória | Racional P2P

    31 de janeiro de 2011

    [...] constatá-lo, basta ler o discurso de posse da própria Ministra, em especial o décimo parágrafo, em que ela, em clássico ato falho [...]

  • Polêmica ECAD X CC: Rumores | Racional P2P

    31 de janeiro de 2011

    [...] dia 3 de Janeiro, a nova Ministra da Cultura proferiu o seu discurso inaugural. O que é mais interessante neste discurso é a sua quase total falta de conteúdo. Gentilezas e [...]

  • Dilma announced new minister of culture – and the end of the copyright reform? « A2K Brasil

    11 de janeiro de 2011

    [...] the 3d of January, the new Culture Minister, Ana de Hollanda, delivered her Inaugural Address. What is most remarkable about this speech is that it is nearly entirely devoid of content. [...]

  • Mary Lacerda

    6 de janeiro de 2011

    Saudações de Paraty!!! Parabéns Ministra Ana de Hollanda pelas belas e comoventes palavras. Vejo um lindo iluminado caminho para a Cultura no nosso Brasil! Axé!

  • marcos marinho

    5 de janeiro de 2011

    Bravo! escolha mais do que acertada para a pasta da cultura. Torço para os seus acessores e colaboradores não entravem o processo, que tenham todos a coragem e a delicadesa da ministra.
    parabens e sorte, abraço fraterno de quem deseja colaborar sempre
    marcos marinho, juiz de fora, minas gerais.

  • edilene leal

    5 de janeiro de 2011

    Ministra Ana de Holanda, fiquei admirada com sua sensibilidade e conhecimento na área neste discurso!Somos sim um pouco de vc neste espaço, nesta história que se inicia. Estarei torcendo pelo seu trabalho e também sendo parceira neste novo caminho! Torço por vc!!!!
    Edilene Leal – GESTORA CULTURAL / Uberaba/MG

  • Roberto Lessa

    5 de janeiro de 2011

    Parabens
    Felicidades
    Sucesso
    Abs
    Roberto Lessa
    (81)8747 07 27

  • Clélia Redin

    5 de janeiro de 2011

    Parabéns à Ministra Ana, com o desejo de que o seu trabalho frente à cultura possa contemplar todas as formas de expressão cultural de nosso imenso país.
    O interior do Brasil, de cada estado merece uma grande atenção cultural, não para importar cultura, mas de promovê-la com condições de resguardar o passado, agir no presente e prever o futuro.
    A criatividade como ressaltaste em muitos momentos de seu discurso é um dom de nosso povo, vale incentivar e promover. Levar mais cultura à educação regular realmente é um grande passo. Também a cultura para o turismo. Sempre digo que não existe turismo sem a cultura.
    A cultura no Rio Grande do Sul é muito rica, nela temos as raízes gaúchas e toda a cultura dos imigrantes. Temos muito a resgatar, muito a fomentar e muito a prever. Esperamos apoio do MinC.
    Vice-presidente do Codic Centro-Serra, RS

  • MINC em pauta – digressão 1 « produtor.info

    5 de janeiro de 2011

    [...] Discurso de Posse, Ministra Ana de Hollanda [...]

  • WILLIAM MORAES CORRÊA (OS FOLIÕES - SÃO LUÍS- MA)

    5 de janeiro de 2011

    Seja bem-vinda, boa administração e mãos à obra, que tem muita coisa atrasada. Nunca se esqueça de que a cultura popular é a base de tudo.

  • RAIMUNDO CALÇADA

    5 de janeiro de 2011

    AQUI SÓ PUBLICAM ELOGIOS? ASSIM, É FÁCIL! E OS EDITAIS DE 2009 E 2010 QUE AINDA NÃO FORAM PAGOS?

    RESPOSTA por contate4cultura@gmail.com: Prezado, precisamos saber a qual edital você se refere, já que vários deles já foram encaminhados para pagamento.

  • WILLIAM MORAES CORRÊA

    5 de janeiro de 2011

    Seja bem-vinda, boa administração e mãos à obra! E nunca se esqueça de que a cultura popular é a base de tudo.

  • RAIMUNDO CALÇADA

    5 de janeiro de 2011

    JÁ V I QUE AQUI SÓ PUBLICAM ELOGIOS. CARA MINISTRA., A SENHORA SABE QUEO MINC TEM MUITOS EDITAIS DE 2009 A 2010 PARA PAGAR. GOSTARIA QUE A SENHORA MESMA CONFIRMASSE QUE PODEMOS ACREDITAR QUE SERÃO PAGOS.

  • vera galvão

    5 de janeiro de 2011

    Boa sorte e coragem à Ministra da Cultura em suas novas atribuições.

    Esperemos que sua falta de experiência seja compensada por suas boas intenções e entusiamo pela cultura.

    A área editorial precisa urgentmente de lançamentos bons e baratos de nossa literatura ,clássica e popular, dirigidas às populações de baixa renda. A educação começa pela leitura.

    Parabéns e sucesso!

    Susan Bach

  • Stella Pellegrini

    5 de janeiro de 2011

    Gratificada confirmo o que já intuía: Ana de Holanda é mais do que “apenas”, e não é pouco, irmã do Chico. Prenúncio de boa administração e acentuada percepção da nossa realidade.

  • Cristina Laranja

    5 de janeiro de 2011

    Cara Ministra

    Antes de tudo parabenizo-a por sua nomeação e sua posse.

    Agradeço a possibilidade de ter acesso on line ao seu discurso, e espero ansiosamente o programa a ser implementado, dando continuidade aos programas de reconhecida efetividade dos anos anteriores do PT, como você tem comentado.

    Gostaria de fazer um breve comentário sobre suas colocações, contudo, ao que se toma por “ascensão” em seu discurso, nos termos da frase “Em suma, o que nós queremos e precisamos fazer é o casamento da ascensão social e da ascensão cultural. Para acabar com a fome de cultura que ainda reina em nosso país” — gostaria de compreender porque é necessário falar de “ascensão cultural” quando muito do que temos por valor na cultura brasileira é exatamente o valor da cultura popular nas formas como elas se dão nas classes, grupos, territórios sociais. No discurso você retorna à ideia de ascensão como acesso à produção cultural, que nós bem sabemos não pode se dar apenas pelo consumo mas pela

    • Cristina Laranja

      5 de janeiro de 2011

      produção cultural ela mesma, como vinha sendo fomentado por politicas de failitação do acesso a recursos; produção esta que nos transforma, e que, como você diz, nos faz ser diversamente brasileiros.

      A diversidade contudo, parece que não pode ser trocada pela criatividade das industrias criativas que achata em na forma de bens de consumo — para produzir valor de consumo imediatamente. Parece que um desafio do governo que se inicia agora é ajudar a fomentar iniciativas de sustentabilidade cultural sem precisar importar modelos culturais-econômicos provados insucessos em outros países, e, sem precisar constituir os órgãos como instituições mediadora das trocas, mas antes, talvez, “educadora” dos valores políticos da própria produção cultural.

      Desejo sorte e sucesso na sua gestão!

  • Transmissão de Cargo MinC | Ensaios Comuns

    5 de janeiro de 2011

    [...] Discurso Ana de Hollanda Esta entrada foi publicada em Não categorizado. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. ← Redes Sociais Cultura e Comunicação → LikeBe the first to like this post. [...]

  • Vânia Schwenke

    5 de janeiro de 2011

    Que os deuses e deusas abençoem a nossa querida ministra e que ela consiga dar voz e vez aos menores porem tão importantes quanto qualquer grande.
    Amém!

  • Marcelino de Castro

    4 de janeiro de 2011

    O artista realmente precisar ser pólo. Muitas vezes quando ele brilha é apenas mais um item da tabela apresentada em busca de patrocínio. A sua grande maioria se vira como pode, em todos os cantos desse país com fé, garra e obstinação para carregam sua arte e seu ofício.
    Ao ler o discurso de posse e constatar que a Ministra deseja “a criação no centro de tudo”, fico renovado para continuar trilhando esse caminho árduo, para quem o segue com dignidade e amor a Arte.
    Que venha o Vale Cultura, mas que o artista tenha fomento para produzir seus “produtos”, ou ficará assistindo os 14 bilhões do vale engordarem os caixas das “Industrias Culturais”.
    Ó ministra que seus dias sejam iluminados para que possamos sim, pela Cultura gerar inclusão social e distribuição de renda. A Cultura tem sua economia e precisa ser impulsionada. Bom trabalho.
    Ah! E não se magoe com as criticas, a maioria delas é despeito e inveja.
    Seja Feliz!

  • Paulo Miranda

    4 de janeiro de 2011

    A Ministra discursa bem, mas precisa ser ousada e confirmar o empenho do Ministério na aprovação da nova Lei da Cultura e a revisão da legislação sobre o direito autoral. Ministros Gil e Juca fizeram na cultural o que o Lula fez pelo Brasil. Tomara a Ministra siga neste revolucionário e maravilhoso caminho, claro que vai precisa de coragem e determinação, mas isso me disseram que não lhe falta. Boa sorte, ministra, seja bem-vinda.

  • marcia sielski

    4 de janeiro de 2011

    Desejamos sucesso a nova Ministra,muitas conquistas
    foram alcançadas muitas por realizar e temos certeza
    que iremos avançar com a união de todos através do respeito e valorização da cultura e do artista.

  • Carlos Salles

    4 de janeiro de 2011

    Parabenizo a nova ministra Ana de Hollanda.

    Desejo que seja uma gestão firme e de novos caminhos para a vida deste país em prol de uma cultura sociodemocrática e sociodemográfica.

    Como a própria ministra disse:
    “não existe arte sem artista”

  • Tadiane Tronca

    4 de janeiro de 2011

    Torço pelo sucesso da nossa nova Ministra.
    Tenho certeza de que se sairá muito bem.

  • Zezinho Casanova

    4 de janeiro de 2011

    Parabens a Nova ministra, seu discuros é equiliobrado e seguro, uma boa forma seria começar com a liberação dfos premios e projetos que não foram honrados aionda pelo MinC, diversos artistas e produtores culturais estão numa situação dificil com suas comunidades.
    boa Sote a Nova Ministra!

  • Pawlo Cidade

    4 de janeiro de 2011

    Que a descentralização dos recursos seja de fato uma realidade. Que as políticas públicas possam se “afunilar” de tal forma que Seu Oreco, lá de Urucutuca possa ver a cor do investimento cultural em seu Bumba-meu-boi. Seja bem vinda, Ministra Ana!

  • Lanucia Quintanilha

    4 de janeiro de 2011

    Parabéns, saja bem vinda, Ministra Ana!
    Muita Luz, sorte e grandes realizações na sua gestão. Estarei torcendo para que concretize suas metas com sucesso.
    Boa sorte!

  • Blanca primavera Contreras

    4 de janeiro de 2011

    Yo hablo como argentina , lectora y partícipe de todas las informacíón sobre las políticas y vida en general de los pueblos del mundo y desde mi espacio, quiero señalar, que admiro profundamente a BRASIL país pujante, a su gente llena de energía positiva y en especial a su ex-presidente José Ignacio Lula Da silva, EXCELENTE ESTRATEGA Y VISIONARIO, ha sabido llevar a su país al mundo entero, con mucha presencia y fortaleza real. Con sus políticas y la gente también excelente que lo acompañaron, por ejemplo el Economista AMORÏN, brillante en sus gentiones.- La moneda de Brasil, el REAL, alcanzó niveles comparativos al dólar estadounidense

  • carlos mettal

    4 de janeiro de 2011

    sucessos e muitas realizações positivas ao crescimento cultural de nossa nação que caminha para se tornar a nova primeira potência mundial. Brasil é o nosso país.

  • Luiz Carlos

    4 de janeiro de 2011

    Seja bem vinda Ministra Ana, que as ações realmente ocorram em todos os estados, municípios e cidades deste Brasil faminto de cultura.
    Estaremos juntos em projetos, ações e programas que realizar, é um imenso prazer poder ter uma mulher Ministra da Cultura e outra Presidente do Brasil.
    É hora de resgatar nossa cultura e saciar a fome em nosso país!

    Seja bem vinda!

  • Discurso de posse da ministra da Cultura Ana de Hollanda | Autores e Livros

    3 de janeiro de 2011

    [...] Discurso de posse proferido pela nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda. [...]

  • Rosane Luchtenberg

    3 de janeiro de 2011

    Otimismo é a palavra. Que as ações do MinC sigam tão bem quanto foram nestes ultimos anos. Salve,salve governo Lula, salve Gilberto Gil e Célio Turino….e agora benzadeus às mulheres no comando. Que Deus abençõe a Presidenta Dilma e Ministra Ana de Hollanda.

  • Sandra Fosque

    3 de janeiro de 2011

    Um pouco tímida a referência ao Programa Cultura Viva, cultura é arte, mas não é só arte, cultura é transformação.

  • Edvan Aquino

    3 de janeiro de 2011

    “A criatividade brasileira chega a ser espantosa, desconcertante, e se expressa em todos os cantos e campos do fazer artístico e cultural: no artesanato, na dança, no cinema, na música, na produção digital, na arquitetura, no design, na televisão, na literatura, na moda, no teatro, na festa”, disse a Ministra. Eu acrescentaria “nos museus”. Fiz uma leitura rápida do discurso; salvo o engano, não nenhuma citação sobre museus. Resta evidente que a Ministra não poderia citar todas as manifestações artísticas e as instituições onde elas são abrigadas. No entanto, a área museal foi tão bem trabalhada nos dois governos passados que a sua evidência mereceria uma citação.

    “Não existe arte sem artista”, nem sem público, Ministra.

    De todo modo, é um belo e empolgante discurso, do qual vejo como lema “incorporar segmentos sociais até então desconsiderados”. Desejo estar certo.

  • Tweets that mention Ministério da Cultura - MinC » Posse da nova ministra -- Topsy.com

    3 de janeiro de 2011

    [...] This post was mentioned on Twitter by MinCultura, veronicacouto, Eliezer Sampaio S Jr, Tânia Freitas and others. Tânia Freitas said: Posse da nova ministra http://goo.gl/fb/cbryj [...]