Foi ao som do bumba meu boi e da bateria de uma escola de samba que o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira deu início à transmissão do cargo para sua sucessora, a ministra Ana de Hollanda.
A troca de bastão no Ministério da Cultura (MinC) foi, a exemplo do que havia acontecido no primeiro mandado do presidente Lula, quando Gilberto Gil assumiu a pasta, marcada por um quê de festa e outro de emoção.
Tanto Ferreira quanto Hollanda se emocionaram durante a cerimônia realizada segunda à noite no Museu da República, ao lado da Esplanada do Ministérios.
Ferreira, aplaudidíssimo ao ser apresentado pelo mestre de cerimônias, enfatizou, no discurso de despedida, a importância que a pasta adquirira nos últimos oito anos.
“A gestão que agora assume encontra uma instituição que, finalmente, ganhou relevância e que possui sete vezes mais recursos orçamentários que aquela que encontramos”, afirmou o ex-ministro.
Hollanda, que pegou o microfone depois de ter ouvido, emocionada, uma carta enviada por Antonio Candido, que a viu nascer, elogiou o antecessor, mas fez questão de dizer que sua missão, como a da presidente Dilma Rousseff, é continuar, mas não repetir.
“Quando queremos levar um processo adiante nos vemos na obrigação de dar passos novos. Nossa missão é continuar e avançar”, disse Hollanda que, a exemplo Ferreira, leu o discurso e, ao falar da família, chorou.
Prioridades
Dentre as promessas de posse, destacam-se o empenho pela aprovação do Vale-Cultura no Congresso nos próximos meses, a manutenção dos pontos de cultura e o compromisso de uma atenção especial aos criadores.
“Na base de todo bosque da cultura está a criatividade, está aquele que cria”, disse ela, que é atriz, compositora e cantora.
“Não podemos deixar no desamparo o criador. Se há um pecado que não vou cometer é esse. Pelo contrário. O ministério vai ceder a todas as tentações da criatividade cultural brasileira”. (da Folhapress)
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