Um Termo de Cooperação firmado pelo Ministério da Cultura (MinC) com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), no final de dezembro, vai possibilitar a implantação de redes nacionais de laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia e de cinemas digitais universitários. O termo garante a primeira etapa do Programa de Pesquisa e Inovação em Cultura, Arte e Tecnologia e permite que o MinC passe a integrar o contrato de gestão firmado entre a RNP e os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT).
O coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Junior, considera que além de promover a interligação com outros produtores de conteúdo digital em nível ministerial, como MEC e MCT, outro ganho que a entrada do MinC no consórcio traz é o fato de que, agora, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) discute não apenas a infraestrutura de rede, mas também o que vai passar por ela. “O Ministério da Cultura introduziu a reflexão sobre o conteúdo no âmbito do PNBL”, diz Murilo.
O MinC vai destinar, inicialmente, R$3,8 milhões à RNP. A previsão é de que até o final de 2011 os primeiros projetos pilotos estejam interligando unidades da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e Museus do Rio de Janeiro e São Paulo, além de cinemas universitários de vários pontos do país.
A rede de laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia vai propiciar à comunidade de produtores e pesquisadores do segmento artístico e cultural uma plataforma digital capaz de suportar o desenvolvimento de projetos experimentais de softwares e hardwares e, também, a realização de obras e espetáculos.
Já a rede de cinemas universitários deve permitir a difusão de conteúdos audiovisuais entre a Cinemateca Brasileira, vinculada do MinC, e os cinemas e salas de exibição das instituições de ensino superior. “Vai se constituir em um espaço de experimentação para a comunidade acadêmica da área da Ciência da Computação que trabalha com problemas relativos à distribuição de conteúdos audiovisuais em rede”, explica Murilo.
A cooperação RNP/MEC/MCT/MinC e suas vinculadas, por meio desses laboratórios, vai garantir que o país possa uniformizar os protocolos de rede utilizados pelas diversas entidades públicas. O objetivo não é só melhorar a preservação e a integração de acervos culturais, mas especialmente promover a sua difusão e a ampliação do acesso.
“Isso está alinhado às diretrizes do Plano Nacional de Cultura (PNC) aprovado recentemente pelo Congresso Nacional, que reconhece a inovação científica como um valor estratégico para a cultura e que a internet de banda larga é decisiva à produção e difusão da Cultura Digital”, diz o coordenador do MinC.
A RNP é uma organização social, e por isso pode firmar contrato de gestão com o poder público. Opera uma rede de Internet de longa distância, baseada em tecnologia de transmissão óptica, conhecida como rede Ipê, e é voltada para a comunidade brasileira de ensino e pesquisa, que agora estará integrada às instituições públicas de promoção e difusão da Cultura.
O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a cargo do Ministério das Comunicações, tem por objetivo, entre outros, acelerar a inclusão dos brasileiros na moderna Sociedade da Informação e contribuir para a evolução das redes de telecomunicações do país com vistas aos novos modelos de tecnologia e arquitetura de rede mundial.
(Texto: Marcelo Leal, Comunicação Social/MinC)
(Edição de imagem: Marina Ofugi e Ygor Bernardes, Comunicação Social/MinC)
Crédito fotos:
- Divulgação – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
- Lou Gold
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