No aniversário de 300 anos de elevação à vila, Sabará, na Grande BH, tem a oportunidade de planejar seu futuro para preservar um passado valioso. Em parceria com o Grupo de Revitalização Urbana e Arquitetônica da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a prefeitura elaborou um plano de ação para revitalizar seu patrimônio histórico. Além de levantar todos os bens culturais da cidade, o documento aponta os principais problemas e as soluções para a antiga vila do ouro. Disputam lugar no topo das dificuldades o crescimento desordenado – com excesso de carros, pichações, placas e faixas sem critério – e a falta de reconhecimento do patrimônio pelos moradores.
A concorrência pelas verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, que destinará R$ 30,4 milhões para Sabará, deu pontapé para elaboração do plano, que, antes das ações, se propôs a diagnosticar a situação da cidade. “Identificamos sério problema em relação ao estacionamento, principalmente no Centro Histórico, pois a cidade não foi feita para receber tantos carros”, destaca o pesquisador Guilherme Maciel Araújo. A falta de ligação da população com a cidade também foi constatada, além da infraestrutura turística precária.
“Os moradores não têm o sentimento de pertencimento, eles não reconheciam este rico patrimônio. Isso está associado a uma população que mora ali recentemente”, afirma Araújo. A realização de consultas públicas, em que os moradores falaram sobre a sua percepção da cidade e as melhorias desejadas, foi a primeira iniciativa para que a comunidade passe a valorizar o patrimônio. Além das obras do PAC, Araújo afirma que haverá um trabalho de educação patrimonial. “O objetivo é criar laços de identidade e mostrar que aquilo tem um valor”, afirma.
Revitalização
Além de Sabará, na Grande BH, 19 cidades mineiras vão receber até 2013 recursos do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas), coordenado pelo Ministério da Cultura, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Neste período, cerca de R$ 254 milhões serão investidos no patrimônio de Minas Gerais, distribuídos em 322 ações. Belo Horizonte é a maior beneficiada e receberá R$ 82,9 milhões. Barão de Cocais, Cataguases, Catas Altas, Congonhas, Cristiano Otoni, Diamantina, Itabira, Itabirito, Ouro Branco, Ouro Preto, Paracatu, Pitangui, Raposos, Santa Bárbara, Santa Luzia, São João del-Rei, Serro e Tiradentes são as demais contempladas. (FA)
Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.