Há 53 anos, no palco do Teatro de Arena, em São Paulo, deu-se a estreia profissional da atriz paulistana Lélia Abramo, então com 47 anos. Na noite de ontem (8), a Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), ocupou o mesmo palco para promover uma homenagem ao centenário da atriz, prestigiada por amigos, familiares, políticos, artistas e pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda.
O mestre de cerimônias foi o representante do MinC em São Paulo, o também ator Tadeu di Pietro, que, entre uma e outra atração da programação, intercalando depoimentos de amigos e familiares, ou comentando as citações de (e sobre) Lélia Abramo, “conversava” com as imagens da homenageada projetadas no fundo do palco.
Momentos de emoção e descontração que se repetiram na encenação, pelo grupo Núcleo 184, de um trecho da peça “Rosa Vermelha”, uma das montagens estreladas pela atriz, na leitura que o ator e secretário de Políticas Culturais (SPC/MinC), Sérgio Mamberti, fez de um poema de Maikoviski (autor caro à atriz que, de 1938 a 1950, viveu com os pais na Itália, tendo sofrido os horrores da Segunda Guerra Mundial, vivência que contribuiu para o seu destaque também na militância política), na leitura que a atriz Maria Yuma fez de um trecho da biografia “Vida e Arte – Memórias de Lélia Abramo” e na interpretação, pelo Coral Martin Luther King, da canção “Bella, Ciao”.
“Operária da cultura”
Foi assim que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda se referiu à homenageada, com a qual teve “a honra de conviver. Uma grande atriz, uma mestra! Uma incentivadora da cultura, sempre disposta a ensinar, a falar, sempre acompanhada de jovens”. Emocionada, a ministra destacou a veia militante da atriz, afirmando que “O Brasil precisava de Lélia. Ela deve estar feliz de ver o Brasil com uma mulher no poder”.
Frases
“Foi Fantástico, Lélia! Obrigado.” – José Renato Pécora, diretor teatral, criador e fundador do Teatro de Arena
“Com fé, é possível sonhar. Crêr num mundo melhor (trecho do poema “Homem de La Mancha”). Obrigado, Lélia!” – Roberto Ascar, ator e diretor teatral
“Ela tinha o sentimento do mundo.” – Chico de Assis, dramaturgo
“Mulher de objetivos claros e precisos, um exemplo de postura na política, na vida e em todos os projetos realizados em sua carreira.” – Tadeu Di Pietro
“Ela me ensinou a palavra revolução.” – Sérgio Mamberti
“Seu olhar era sempre voltado ao trabalhador. Uma operária da cultura.” – Ana de Hollanda
Leia aqui a íntegra do discurso da ministra.
Aqui, mais fotos da homenagem.
(Texto: Ascom/MinC)
(Edição de Imagens: Marina Ofugi e Ygor Bernardes, Ascom/MinC)
(Fotos: Christian von Ameln)
Participação do Leitor
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