Pelo menos quatro produções brigam por audiência em iguais condições com estrangeiras
Há menos de quatro anos, não havia nenhuma animação nacional na grade dos canais infantis das TVs por assinatura e aberta. Hoje, pelo menos quatro produções brigam em iguais condições pela atenção das crianças entre 3 e 7 anos no Brasil. O que mudou? A forma como as empresas de animação passaram a captar recursos e o interesse do governo em financiar ou beneficiar esses projetos em leis de incentivos fiscais. Segundo os produtores nacionais, não adianta produzir apenas para o Brasil. É preciso fazer animação visando o mercado mundial.
O resultado é que desenhos como Meu Amigãozão, Peixonauta, Escola Pra Cachorro e Princesas do Mar, além do já tradicional Cocoricó, da TV Cultura, são programas tão íntimos das crianças quanto os gringos Backyardigans, Barney e Vila Sésamo. Andrés Lieban, um dos criadores da série Meu Amigãozão, que passa no canal Discovery Kids, conta que o Brasil se manteve fora do mercado até então por não ter a capacidade de produzir desenhos na velocidade e com preços que fossem acessíveis no mercado internacional. “A animação teve prioridade para o governo porque a possibilidade de retorno financeiro é maior”, diz Lieban. “Criamos uma série que fala de assuntos universais, como amizade, por exemplo. Depois de dublado, a criança nem percebe de onde vem a animação e por isso é mais fácil vendê-la”.
(A íntegra da matéria está na edição da Agência Estado do dia 08/02/2011)
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