“Sua conta foi finalizada devido a múltiplas notificações de infração de direitos autorais.” Com essa mensagem seca, fui avisado pelo YouTube de que mais de 200 vídeos, subidos desde fevereiro de 2005, primeiro mês de funcionamento do serviço, haviam ido para o vinagre. Sem aviso prévio, sem conversa, sem recurso. E não foram deletados apenas os vídeos com “problemas”. Foram todos, inclusive os meus próprios, aqueles sobre os quais tenho os direitos.
A tolerância proposta pelo YouTube de até três infrações antes do cancelamento irrestrito da conta prevê também um aviso prévio a cada uma delas. Não recebi nenhum. A única informação disponível após o cancelamento era o nome da banda inglesa autoKratz como responsável por uma dessas reclamações. Filmei uma apresentação da banda numa loja de discos vazia e, em vez de o vídeo ter sido encarado como um registro capaz de ampliar o alcance daquele show, o resultado foi esse. Tentando iluminar o ocorrido, tuitei o nome dos “culpados” e, no dia seguinte, o empresário da banda escreveu, pedindo desculpas, dizendo que não era culpa deles, que era uma postura do selo que os distribuía e com o qual não tinham mais nenhuma relação (ainda que, ao se associar ao selo, tenham, mesmo que indiretamente, concordado com a visão do mesmo).
(A íntegra do artigo está na edição do jornal O Globo do dia 25/02/2011)
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