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sexta-feira, 25 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Cais de Valongo

Descoberta arqueológica reconta saga dos primeiros africanos escravizados que chegaram ao Brasil

Nas escavações de drenagem portuária que estão sendo feitas pela prefeitura do Rio de Janeiro, na Avenida Barão de Tefé, foram encontrados vestígios do maior porto de chegada de escravos do mundo, o Cais de Valongo, onde desembarcaram mais de um milhão de pessoas.

A antiga estrutura portuária surgiu com as escavações para revitalizar o local, logo abaixo do Cais da Imperatriz, construído em período posterior, para recepcionar a princesa Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II.

Foram encontrados no local  objetos utilizados pelos escravos no século XIX, tais como, botões produzidos a partir de ossos bovinos, cachimbo de cerâmica e búzios utilizados em atividades religiosas.

“Precisamos ver de que forma poderemos realizar a preservação de toda a memória física deste espaço”, comentou o presidente da Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura (Palmares/MinC), Eloi Ferreira de Araújo, sobre a descoberta. Na próxima semana ele estará reunido com representantes da prefeitura do Rio de Janeiro e com integrantes da sociedade civil para discutir a possibilidade de transformar o Cais de Valongo num grande memorial da escravidão dos negros no Brasil.

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(Texto: Patrícia Saldanha, Ascom/ MinC)
(Fotos: Divulgação/Museu Nacional-UFRJ)

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3 comentários

  • Carlos Henrique

    21 de novembro de 2011

    Muito bom, para o resgate de nossa raíz.

  • rosangela

    24 de abril de 2011

    Que importante descoberta!

    Gostaria de sugerir que ao inves de enfatizar este monumento que sera feito a partir desses achados com enfase na escravidao, que seja feito um monumento enfatizando a inteligencia e a criatividade dos povos Africanos chegados ao Brazil. Gostaria de ver ressaltado a real historia do meu ancestrais que eram na Africa masters em arte.

  • maria lucia pardi

    15 de abril de 2011

    maravilhosa descoberta, gostraia de saber qual o arqueologo responsavel pela pesquisa, para conhecer mais detalhes cientificos. obrgada

    RESPOSTA: Entre em contato com a Fundação Cultural Palmares por meio do endereço eletrõnico assecom@palmares.gov.br