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sexta-feira, 25 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Prêmio Camões 2011

O português Manuel António Pina é o vencedor do prêmio realizado por Brasil e Portugal

O vencedor da 23ª Edição do Prêmio Camões é o poeta, cronista, dramaturgo e romancista português Manuel António Pina. Instituído em 1988, pelos governos do Brasil e de Portugal, o Prêmio Camões, no valor de € 100 mil (cem mil euros), é concedido anualmente pela Fundação Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura, e pelo Instituto Camões, com o objetivo de estreitar os laços culturais entre países lusófonos, premiando seus escritores mais representativos.

O anúncio do resultado da atual edição do Prêmio Camões foi feita na manhã desta quinta-feira (12) pelo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim. “O Camões é uma das mais importantes premiações do Brasil e do espaço lusófono, à medida que estimula a integração e uma saudável troca de experiência do nosso país, com Portugal e com os demais países de língua portuguesa”, disse Galeno.

Ele acredita que o Prêmio trará um reconhecimento para o autor português Manuel António Pina. “Esse é um passo fundamental para que o leitor brasileiro conheça um autor tão importante e representativo da literatura portuguesa. Ele, a partir de agora, passa a ser conhecido no Brasil e deve despertar o interesse das editoras e ser publicado no nosso mercado”, afirmou Galeno.

Os jurados brasileiros Antonio Carlos Secchin e Edla Van Steen lembraram que um dos objetivos do prêmio é trazer ao país nomes ainda pouco conhecidos: “É importante despertar o interesse do público e das editoras para os autores não brasileiros”, afirmou Secchin. De acordo com ele, Manuel Pina foi “uma escolha consensual, que reforça a qualidade de seu nome. Além disso, a edição contempla Portugal, que desde 2008 não recebia o prêmio”.

Pina, que tem cerca de 40 obras publicadas e traduzidas para diversas línguas, receberá o Prêmio ainda este ano, durante solenidade a ser agendada em Portugal.

O Júri

A reunião do júri aconteceu pela manhã, no histórico prédio da Fundação Biblioteca Nacional, na Cinelândia, Rio de Janeiro. Conforme acordo firmado entre os dois países, o júri é formado por eminentes autores, acadêmicos e críticos literários do Brasil, de Portugal e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPS). A comissão julgadora foi formada pelos brasileiros Edla Van Steen e Antonio Carlos Secchin, os portugueses Rosa Maria Martelo e Abel Barros Baptista, e Ana Paula Ribeiro Tavares (Angola) e Inocência Mata (São Tomé e Príncipe), ambos integrantes dos PALOPS.

(Texto: Jean Souza, Ascom/MinC)

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