Com ingressos mais baratos, salas em comunidades do Rio vivem cheias; grande movimento tem feito diminuir até a venda de DVDs piratas
Caixa de supermercado, Graciane Gomes, de 22 anos, moradora do Complexo do Alemão, estava habituada a ir ao cinema umas poucas vezes ao ano. Desde a inauguração do Cinecarioca Nova Brasília, ao qual chega a pé, no entanto, emenda até três sessões seguidas, cada uma a acessíveis R$ 4. A pipoca e o refrigerante juntos somam R$ 5.”Virou um programa de todo dia. A entrada custa o mesmo que o preço de ida e volta da Kombi até o shopping”, calculava Graciane no último dia 4, uma quarta-feira, ao lado de dois colegas de trabalho que levara para assistir a Thor, em 3D. Nos cinemas mais próximos, no NorteShopping e no Nova América, os preços seriam R$ 10 e R$ 18.
Fazer da ida ao cinema algo costumeiro para as classes C, D e E (com renda entre dois e dez salários mínimos) é o objetivo dessas iniciativas. Além do Alemão, que ganhou sua sala no Natal passado, na esteira da ocupação militar pós-guerra do tráfico, outros bairros do subúrbio vêm sendo contemplados: Bangu, Sulacap e, em abril, Irajá.
(A íntegra da matéria está na edição do jornal O Estado de S.Paulo do dia 16/05/2011)
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