De 2005 a 2010, setor cresceu 500% e exportou US$10 milhões. Especialista critica falta de política de retenção de obras
Um setor vem se sobressaindo, juntamente com as commodities, na balança comercial brasileira: o de artes plásticas contemporâneas. A criatividade de artistas brasileiros que lotam galerias de arte no exterior fez com que as exportações de quadros, gravuras, colagens e estampas aumentassem quase 500% nos últimos quatro anos, de US$1,9 milhão, em 2005, para US$10,047 milhões, em 2010, apesar do dólar desvalorizado, da elevada carga tributária e das dificuldades logísticas.
Não fosse a crise financeira internacional, a expansão seria ainda maior, de 686%, uma vez que, em 2009, o total vendido foi de US$14,934 milhões. Esse montante não chega perto da média de US$10 bilhões mensais em exportação de commodities agropecuárias, minerais e metálicas. No entanto, segundo o presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Maurício Borges, há um esforço bem-sucedido das galerias de arte e outros representantes do setor.
(A íntegra da matéria está na edição do jornal O Globo do dia 29/05/2011)
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