Brasil Acesso à Informação
sexta-feira, 25 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
« Voltar Imprimir

Festival Europalia

Discurso da Ministra Ana de Hollanda no lançamento do Festival que homenageia o Brasil em 2011

Senhor Ministro,

Senhor Embaixador do Brasil no Reino da Bélgica, André Amado

Senhor Presidente do Europalia Internacional, Comte Jacobs de Hagen

Senhores Comissários-Gerais, Sérgio Mamberti e Pierre Alain de Smet

Senhor Diretora do Europalia Internacional, Kristine de Mulder

Senhor Diretor Executivo do Comissariado Brasileiro, Marcelo Dantas

Senhor Curador-Geral, Adriano de Aquino

Senhores curadores,

De Música, Benjamin Taubkin

De Teatro, Dança e Circo, João Carlos Couto

De Literatura e Conferências, Flora Sussekind

Senhoras e Senhores,

Foi com grande honra que o Brasil recebeu o convite para ser o país homenageado na edição 2011 do Festival Europalia. Com um histórico de 22 edições de grande êxito e um total de 18 países homenageados, o Festival Europalia talvez seja hoje o mais importante acontecimento multidisciplinar cultural do continente europeu. Além de primar pela excelência dos eventos que promove, o Europalia tem sabido fazer da cultura um veículo indispensável ao diálogo entre as nações. Prova disso, foi a acertada decisão de estender aos BRICs o convite para virem à Bélgica, e países vizinhos, exibirem o melhor de sua produção cultural e de sua reflexão sobre a cultura. Após as bem-sucedidas homenagens à Rússia, em 2005, e à China, em 2009, agora é a vez do Brasil desembarcar no coração da Europa com sua mensagem de espontaneidade, entusiasmo e alegria. Nas palavras de um famoso compositor brasileiro: “Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor!

Sempre fomos um país admirado no exterior pela força de nossa cultura. Hoje, no entanto, chegamos aqui com algo mais. Chegamos com a altivez de uma nação que está avançando nas conquistas sociais sem perder a delicadeza de seu espírito. Na última década, logramos, talvez pela primeira vez em nossa história, conciliar as conquistas democráticas com o crescimento econômico e a justiça social. Estamos vencendo a batalha contra a fome, ao mesmo tempo em que resgatamos o dinamismo de nossa economia. Graças a isso, temos hoje uma nova classe média que já corresponde a 60% da população brasileira. E, até 2016, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), erradicaremos a pobreza extrema em nosso país.

Nos últimos 10 anos, mais de 40 milhões de brasileiros saíram de uma situação de marginalidade econômica e social para se tornarem cidadãos plenos. Cidadãos que anseiam pelo bem-estar material e por melhores oportunidades de estudo e de trabalho. Mas, sobretudo, cidadãos que trazem dentro de si um enorme desejo de produzir, difundir e consumir cultura. Pois não há Brasil, nem brasileiros, sem o samba, sem o choro e sem a bossa-nova; sem o frevo, o baião ou o maracatu; sem o carnaval, as festas de São João e as oferendas de Ano Novo à Iemanjá. Nosso país e nossa gente se constroem pelo bailar constante de corpos ousados e também pela dor sublimada na força do teatro; pelo mergulho interior da literatura e pela expressividade implacável do cinema; pelo gênio do artesanato popular e pela inventividade da arte contemporânea. Ser brasileiro é viver cultura.

Por tudo isso, somos hoje um país em voga no cenário internacional. Nosso desafio consiste em mostrar que tais atenções vão além do mero modismo e que o Brasil tornou-se, de fato, um protagonista. Não apenas nas trocas econômicas ou no concerto das nações, mas também no âmbito da produção cultural e da reflexão sobre a cultura. Nada mais bem-vindo, portanto, que este convite do Festival Europalia. De 04 de outubro de 2011 a 15 de janeiro de 2012, teremos a oportunidade de mostrar ao público europeu o melhor de nossa cultura, em todo o vigor de sua diversidade e relevância para o mundo contemporâneo. Serão muitas e muitas exposições, apresentações musicais, espetáculos de dança e teatro, mostras de cinema, conferências, palestras e mesas redondas – expondo um pouco do que de melhor se faz no Brasil.

Por certo, muito temos a nos beneficiar com a realização deste Festival. A cultura representa hoje um segmento de crescente importância na economia mundial, e nada melhor para nossos artistas e criadores do que divulgarmos nossa cultura junto ao público europeu. Também, do ponto de vista de nossa imagem no exterior, será interessante podermos mostrar um Brasil moderno e vibrante, sem alguns dos clichês que costumam turvar a compreensão daquilo que realmente somos. Mas pensamos, sobretudo, nesta edição do Festival Europalia que iremos promover como um estímulo ao diálogo e ao intercâmbio entre o Brasil e a Europa no campo da cultura. Nenhuma cultura pode viver isolada em si mesma. A fonte de toda criatividade e de toda verdadeira renovação está no convívio estimulante e respeitoso com a diferença. Para sermos ainda mais brasileiros, precisamos ser cada vez mais abertos e plurais. Precisamos abraçar, com entusiasmo, este Festival e celebrarmos, com toda a espontaneidade de que somos capazes, a alegria de estarmos aqui. Vendo, ouvindo e respirando cultura.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • TwitThis
  • email
  • LinkedIn

Participação do Leitor

Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.

*

max. 1000 caracteres


Regras para comentários:

1. Os comentários terão moderação desta Assessoria de Comunicação.

2. Comentários que fujam ao teor da matéria serão excluídos.

3. Ofensas e quaisquer outras formas de difamação não serão publicadas.

4. Não publicamos denúncias. Nestes casos, serão enviadas à Ouvidoria, que as encaminhará aos órgãos cabíveis.

5. A postagem de comentários com links de matérias não produzidas por este ministério será excluída.

6. Respostas a questionamentos e esclarecimentos exigem consulta, impedindo-nos, por vezes, retorno imediato.