Se o Brasil possui criatividade suficiente para estar entre os países que mais lucram com suas ideias, uma justiça já foi feita. O posto mais alto do programa de Economia e Indústrias Criativas da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) é ocupado por uma brasileira: Edna dos Santos-Duisenberg.
iG: Como a senhora vê o florescimento de uma política específica destinada à Economia Criativa no seu país?
Edna dos Santos-Duisenberg: Excelente ver que finalmente o Brasil percebeu a importância de articular uma sólida estratégia a fim de melhor se beneficiar da economia criativa para promover um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável no País. Desde 2004 quando a UNCTAD introduziu o tema da economia criativa na agenda econômica de desenvolvimento, começamos a trabalhar com o governo brasileiro no sentido de sensibilizar não só os diversos ministérios e instituições do setor público e privado, mas também os artistas, a comunidade criativa e a opinião publica sobre o potencial da economia criativa para geração de empregos, comércio e inovação. No trabalho pioneiro desenvolvido pela UNCTAD durante a última década, enfatizamos a contribuição da economia criativa para diversificar a economia dos países em desenvolvimento e também por ser um elo que facilita inclusão social, diversidade cultural e um modelo de desenvolvimento mais holístico e condizente com a sociedade contemporânea. No século XXI, precisamos perceber e por em pratica políticas interministeriais que vinculem de forma mais efetiva a interface entre a economia, a cultura, a tecnologia, assim como as questões sociais e ambientais – e é nesse contexto que enquadramos a dimensão de desenvolvimento da economia criativa.
(A matéria na íntegra está no site do IG, no dia 21/6/2011)




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