O falecimento inesperado de Gustavo Dahl causa grande tristeza para a comunidade do cinema e para o Brasil, e para mim, pessoalmente, representa uma enorme perda.
Argentino de nascimento, escolheu como seu país o Brasil, onde foi cineasta, crítico e gestor público, com destacada atuação à frente da Embrafilme – que converteu na segunda maior distribuidora do país -, bem como na Associação Brasileira de Cineastas, Concine, Conselho Nacional de Direitos Autorais e Ancine, até o Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura, do qual era gerente, e, desde 2007, na presidência do Conselho da Cinemateca, onde foi um dos principais responsáveis pela construção da ideia de preservação dentro da cultura cinematográfica brasileira.
Nessas duas últimas funções públicas, diretamente ligadas à Secretaria do Audiovisual, é que pude, bem mais do que acompanhar, aprender com a sua imensa experiência e com a sua generosa sabedoria, as quais, porque transmitidas a todos com sensibilidade, afeto e humor, fez de Gustavo, mais que um mestre, um amigo muito querido.
Para a Secretaria do Audiovisual é uma honra continuar seu trabalho e preservar seu legado. Ao lamentar sua perda, transmito à família de Gustavo Dahl, aos amigos e à toda a comunidade do cinema, meu sentimento de sincera solidariedade.
Ana Paula Santana
Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura





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