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Bumba-meu-boi

Iphan abre prazo para manifestações sobre inscrição da festa no Livro do Registro das Celebrações

O Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), abriu prazo para a manifestação da sociedade sobre o pedido de inscrição do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão no Livro de Registro das Celebrações.

A proposta de registro do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão como Patrimônio Cultural do Brasil foi apresentada em 2088 pela Comissão Interinstitucional de Trabalho. O grupo é composto pela Superintendência do Iphan no Maranhão, Secretaria de Estado de Cultura, Fundação Municipal de Cultural, Comissão Maranhense de Folclore, Grupo de Pesquisa Religião e Cultura Popular da Universidade Federal do Maranhão, representantes dos Grupos de Bumba-meu-boi dos Sotaques da Baixada, Matraca, Zabumba, Costa-de-mão, Orquestra e de Bois Alternativos e representantes e membros de grupos de Bumba-meu-boi e da comunidade.

O Bumba-meu-boi é uma festa tradicional onde a figura do boi é o elemento central. Reúne também outras manifestações culturais e, por isso, é chamado de complexo cultural. Muitas vezes definido como um folguedo popular, o Bumba-meu-boi extrapola a brincadeira e se transforma em uma grande celebração tendo o boi como o centro do seu ciclo vital e o universo místico-religioso. Profundamente enraizado no cristianismo e, em especial, no catolicismo popular, o Bumba-meu-boi envolve a devoção aos santos juninos São João, São Pedro e São Marçal. Os cultos religiosos afrobrasileiros do Maranhão também estão presentes na celebração, como o Tambor de Mina e o Terecô, caracterizando o sincretismo entre os santos juninos e os orixás, voduns e encantados que requisitam um boi como obrigação espiritual.

As manifestações sobre o registro da candidatura devem ser enviadas, dentro do prazo de 30 dias – a contar a partir da publicação no Diário Oficial da União (24 de junho)-, por correspondência, para o novo endereço da presidência do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural – Presidente – SEPS, 713/913 bloco D, Edifício Lucio Costa , 5º andar – Brasília – Distrito Federal – CEP: 70390-135.

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5 comentários

  • jeilson de oliveira moises

    7 de outubro de 2011

    adorei saber que o bumba meu boi do maranhão agora é patrimônio brasileiro…é uma honra pois faco parte de um grupo de bumba meu boi no maranhão.

  • WILLIAM MORAES CORRÊA (OS FOLIÕES - SÃO LUÍS - MA)

    29 de setembro de 2011

    Essa notícia é antiga, o Bumba-boi já conseguiu o registro, mas concordo plenamente com o Alexandre. O nosso Bumba é visto muito mais pelo aspecto artístico que religioso. Nós temos as nossas manifestações mais pelo aspecto plástico, cênico, do que religioso. Não vamos confundir as cosias. Existe, claro, o lado da espiritualidade – aliás, existe em tudo que realizamos como seres humanos, mas não é o dominante. Acontece que os redatores do MinC ainda estão com essa visão bastante antiga e desatualizada. E desatenta, porque, em 2088, não estaremos mais aqui, nesse plano físico, para ver como as coisas estão. Mais atenção no que escrevem e como escrevem. E deixem os gabinetes para conhecer as maravilhas culturais REAIS do nosso amado Brasil. Viva o Bumba-meu-boi em todos os seus sotaques!

  • Wilson

    28 de setembro de 2011

    em 2088??

  • ALEXANDRE FERNANDES CORRÊA

    30 de junho de 2011

    O Registro do Bumba-Boi merece nosso aplauso! Mas causa espécie a ênfase do fato ser tributada aos aspectos religiosos e místicos, tanto do cristianismo e do catolicismo, como do “sincretismo” afro-brasileiro ou indígena… Há uma redução excessiva aos aspectos religiosos que não faz justo a expressão simbólica complexa, apontada inicialmente no texto. Seria conveniente alargar o entendimento desse processo para incorporação dos aspectos artísticos e culturais, dramáticos e plásticos, que essa manifestação possui. Trata-se de uma das expressões mais ricas do engenho e gênio brasileiro, em que o povo, há mais de duzentos anos, tem expresso de modo multifacetado e polifônico, em síntese, sua visão de mundo. A dança, o ritmo, a riqueza dos elementos plásticos, foram compostos em complexos processos histórico-culturais que não se reduzem ao místico-religioso. Parece que fixou-se numa visão folclorista e católica da manifestação cultural; que merecia um enfoque mais generoso…

  • idalvan

    28 de junho de 2011

    nossa q bom o maranhão merece
    mais um incentivo a nossa educação