Brasil Acesso à Informação
sexta-feira, 25 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
« Voltar Imprimir

Cinema nacional infantil

"Cinema infantil deve ser entendido como política pública"

Por Marcus Tavares
De Florianópolis

Mapear projetos em todo o Brasil, resgatar diretrizes e estabelecer ações concretas e imediatas. No que depender da secretaria do audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC), Ana Paula Santana, o cinema infantil nacional deve ser definitivamente entendido como política pública. “Não como uma marca do governo, mas como uma política pública de Estado. Perene e consistente. Para isso, é preciso ganhar conscientização, reconhecimento e apoio de todos os ministérios e setores da sociedade”, afirmou Ana Paula, ao instituir o grupo técnico de assessoramento de elaboração da política pública de cinema para a infância, grupo que tem a função de subsidiar as estratégias da área. O anúncio foi feito durante o 7º Encontro Nacional de Cinema Infantil, realizado no último dia 25, em Florianópolis, na programação da 10ª edição da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

Responsabilidade, seriedade, criatividade e inovação. Para a secretaria, estas são as quatro palavras que devem fazer parte do dicionário do trabalho da comissão e de todos os que dialogam com a produção do cinema voltado para a infância. O grupo – constituído por produtores, realizadores, pesquisadores, educadores, desenvolvedores de tecnologia e comunicadores – terá sua primeira reunião em agosto. “Vamos ampliar a discussão com a sociedade, mas não estamos começando do zero. Tudo o que já foi dito sobre e pelo cinema infantil foi escutado, mas não se transformou em ação, em política pública. Essa é a minha defesa”, frisou Ana Paula.

De acordo com a secretária, o cinema infantil não pode mais ser visto como uma luta individual de algumas pessoas ou grupos que há anos vêm trabalhando para conquistar espaço e respeito. O cinema infantil brasileiro deve ser encarado como um setor prioritário e privilegiado. Afinal, a cultura qualifica a educação, o que, para a secretaria, possibilita, por exemplo, a formação de uma infância mais crítica e reflexiva.

Neste sentido, Ana Paula propõe e instiga as empresas e instituições nacionais a praticarem a chamada responsabilidade cultural. Em sua análise, no entanto, questiona qual modelo de industria o país seguiria: “Uma indústria de escala, baseada numa modelagem padrão ou uma indústria de segmento, onde se investiria na criação, inovação e sensibilidade?”, indaga. Como parte do plano estratégico de desenvolvimento do cinema infantil nacional, a secretaria também anunciou que a secretaria do audiovisual está criando um banco de dados online para reunir e catalogar todas as informações sobre o setor.

Participaram do 7º Encontro Nacional de Cinema Infantil: Andrés Lieban, Carla Esmeralda, Luiza Lins, Patrícia Alves Dias e Patrícia Durães.

Veja quem integra o grupo técnico de assessoramento de elaboração da política pública de cinema para a infância :

- Andrés Lieban – Diretor de cinema de animação. Integrante do conselho da Associação Brasileira de Cinema de Animação. Sócio da 2D Lab. . Arthur – Fundador sócio da Animaking.
- Arthur Medeiros Nunes – Diretor de cinema de animação e publicitário. Co-fundador da Animaking.
- Beth Carmona – Presidente do Midiativa. Foi presidente da TV Cultura, do departamento de programação e produção dos canais do grupo Discovery Channel para América Latina e da antiga TVE-Brasil. Coordenadora do ComKids. 
- Carla Camurati
– Atriz e cineasta. Diretora do Festival Internacional de Cinema Infantil. 
- Carla Esmeralda
– Especialista em consultoria para desenvolvimento de projetos culturais e audiovisuais. Coordenadora do Laboratório SESC-Rio de roteiros para cinema. Diretora do Festival Internacional de Cinema Infantil. 
- C.E.S.A.R
– Representante. Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. Instituto que cria soluções inovadoras com tecnologia da informação e comunicação para empresas e indústrias. Recife. 
- Gabriela Romeu
– Jornalista. Editora-assistente da Folhinha, suplemento infantil da Folha de S. Paulo.
- Luiza Lins – Produtora e realizadora. Coordenadora da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.
- Marcus Tavares
– Especialista em mídia e educação. Jornalista e professor. Editor da revistapontocom. Doutorando em Educação PUC-Rio.
- Marialva Monteiro – Cineasta. Fundadora do Cineduc (Cinema e educação). Trabalha há 40 anos na defesa do cinema infantil integrado com a educação.
- Patricia Alves Dias – Produtora e criadora de projetos e conteúdos para infância em animação. Formada em animação pelo Acordo Brasil-Canadá. Foi fundadora e coordenadora dos Estúdios de Animação da MultiRio. Coordenadora do Projeto de Animação Brasil-Cuba. 
- Patricia Durães
– Educadora e musicista. Fundadora do Cineclube Escola no Cinema e do Clube do Professor, do Espaço Unibanco Artplex, que visa ampliar o repertório cinematográfico de educadores. 
- Regina de Assis
– Doutora em Educação pelas Universidades de Harvard e Columbia nos Estados Unidos. Foi membro do Conselho Nacional de Educação. Concebeu e fundou a MultiRio. Foi sua presidente ( 2001 e 2008). Foi coordenadora-geral da 4a. Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes. É representante latinoamericana no Board da World Summit on Media for Children Foundation e membro do Conselho Consultivo do Observatório Europeu de TV Infantil.
- Sapiens Parque –  Representante. Parque de inovação tecnológica. Florianópolis.

Fonte: Revista Pontocom.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • TwitThis
  • email
  • LinkedIn

Participação do Leitor

Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.

*

max. 1000 caracteres


Regras para comentários:

1. Os comentários terão moderação desta Assessoria de Comunicação.

2. Comentários que fujam ao teor da matéria serão excluídos.

3. Ofensas e quaisquer outras formas de difamação não serão publicadas.

4. Não publicamos denúncias. Nestes casos, serão enviadas à Ouvidoria, que as encaminhará aos órgãos cabíveis.

5. A postagem de comentários com links de matérias não produzidas por este ministério será excluída.

6. Respostas a questionamentos e esclarecimentos exigem consulta, impedindo-nos, por vezes, retorno imediato.



3 comentários