Parcerias com TVs e rádios públicas para fortalecer a divulgação da cultura produzida no Nordeste foi uma das proposições da reunião

Fábio Lima (foto): "Os pilares são: circulação dos artistas nordestinos, formação de plateia e uso dos espaços públicos". Foto: Maíra Brandão
Músicos, compositores, arte-educadores e gestores compareceram ao Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenart), em Maceió, na tarde desta quarta-feira (6), para uma conversa com o chefe da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, Fábio Lima, e com o representante da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no Nordeste, Reinaldo Freire. Na pauta, a construção coletiva de um projeto de circulação musical para os artistas da região.
De acordo com Lima, a proposta vem sendo pensada com base em três pilares: difusão do trabalho desenvolvido pelos artistas nordestinos, formação de plateia e uso dos espaços públicos. “A ideia é fazer com que o Nordeste conheça seus artistas, ao mesmo tempo em que os artistas da região criam relações e trocam conhecimentos”, declarou o chefe da RRNE/MinC.
Representando a Secretaria de Cultura de Alagoas, Kândida Gomes, também coordenadora do Pontão Guerreiros Alagoanos, participou da reunião. A mesma transmitiu a satisfação do chefe da pasta, Osvaldo Viégas, por esta mobilização, e informou que em breve será marcada uma reunião com o Ministério da Cultura para definir como a Secult-AL poderá contribuir para a concretização da proposta de circulação musical.
A cantora e compositora Patrícia Polayne, sergipana recém-chegada à Alagoas, sugeriu a aproximação com instituições que têm fortes estruturas de comunicação, como as rádios e TVs públicas locais. Polayne explica: “É uma forma de valorizar e dar visibilidade tanto ao veículo de comunicação quanto à cultura aqui produzida”. Outra proposta ventilada no bate-papo foi a possibilidade de haver um processo seletivo para escolha da produção local em cada estado. Para o produtor Júnior Almeida, esta seria uma maneira transparente de incentivar a competitividade e o profissionalismo das produtoras do Nordeste.
Estas reuniões, onde estão sendo coletadas sugestões para a elaboração de um projeto de intercâmbio musical para o Nordeste, já aconteceram em Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN). Nesta quinta-feira (7), o encontro será realizado em Aracaju (SE) e nos próximos dias serão divulgadas as datas para São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).
Palco para as artes
À noite, Fábio Lima e Reinaldo Freire visitaram o Teatro Deodoro, espaço de referência das artes no estado de Alagoas. O Teatro, inaugurado em 11 de novembro de 1910, teve nova festa para abrir suas portas em setembro de 2010, após ampla restauração e modernização, que garantiu, entre outros reparos, o tratamento acústico, e a recuperação da arquitetura italiana, das frisas (espécie de camarote) e do fosso da orquestra. A recuperação, financiada pela Secretaria de Cultura de Alagoas, custou cerca de R$ 2,5 milhões.
O assessor de comunicação da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), Keyler Simões, conta que o maior descaso com o edifício se deu por volta da década de 60, quando o abandono era tanto que as frisas chegaram a ser usadas como estrebaria. O Deodoro, com capacidade para 640 pessoas, recebe atualmente espetáculos de dança, música e teatro. No espaço, além do grande teatro, também está alocado o aconchegante Teatro de Arena, inaugurado em 1972.
Texto: Maíra Brandão – Ascom RRNE/MinC
Parcerias com TVs e rádios públicas para fortalecer a divulgação da cultura produzida no Nordeste foi uma das proposições da reunião
Músicos, compositores, arte-educadores e gestores compareceram ao Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenart), em Maceió, na tarde desta quarta-feira (6), para uma conversa com o chefe da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, Fábio Lima, e com o representante da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no Nordeste, Reinaldo Freire. Na pauta, a construção coletiva de um projeto de circulação musical para os artistas da região.
De acordo com Lima, a proposta vem sendo pensada com base em três pilares: difusão do trabalho desenvolvido pelos artistas nordestinos, formação de plateia e uso dos espaços públicos. “A ideia é fazer com que o Nordeste conheça seus artistas, ao mesmo tempo em que os artistas da região criam relações e trocam conhecimentos”, declarou o chefe da RRNE/MinC.
Representando a Secretaria de Cultura de Alagoas, Kândida Gomes, também coordenadora do Pontão Guerreiros Alagoanos, participou da reunião. A mesma transmitiu a satisfação do chefe da pasta, Osvaldo Viégas, por esta mobilização, e informou que em breve será marcada uma reunião com o Ministério da Cultura para definir como a Secult-AL poderá contribuir para a concretização da proposta de circulação musical.
A cantora e compositora Patrícia Polayne, sergipana recém-chegada à Alagoas, sugeriu a aproximação com instituições que têm fortes estruturas de comunicação, como as rádios e TVs públicas locais. Polayne explica: “É uma forma de valorizar e dar visibilidade tanto ao veículo de comunicação quanto à cultura aqui produzida”. Outra proposta ventilada no bate-papo foi a possibilidade de haver um processo seletivo para escolha da produção local em cada estado. Para o produtor Júnior Almeida, esta seria uma maneira transparente de incentivar a competitividade e o profissionalismo das produtoras do Nordeste.
Estas reuniões, onde estão sendo coletadas sugestões para a elaboração de um projeto de intercâmbio musical para o Nordeste, já aconteceram em Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN). Nesta quinta-feira (7), o encontro será realizado em Aracaju (SE) e nos próximos dias serão divulgadas as datas para São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).
Palco para as artes
À noite, Fábio Lima e Reinaldo Freire visitaram o Teatro Deodoro, espaço de referência das artes no estado de Alagoas. O Teatro, inaugurado em 11 de novembro de 1910, teve nova festa para abrir suas portas em setembro de 2010, após ampla restauração e modernização, que garantiu, entre outros reparos, o tratamento acústico, e a recuperação da arquitetura italiana, das frisas (espécie de camarote) e do fosso da orquestra. A recuperação, financiada pela Secretaria de Cultura de Alagoas, custou cerca de R$ 2,5 milhões.
O assessor de comunicação da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), Keyler Simões, conta que o maior descaso com o edifício se deu por volta da década de 60, quando o abandono era tanto que as frisas chegaram a ser usadas como estrebaria. O Deodoro, com capacidade para 640 pessoas, recebe atualmente espetáculos de dança, música e teatro. No espaço, além do grande teatro, também está alocado o aconchegante Teatro de Arena, inaugurado em 1972.


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