No Brasil, o conceito “economia criativa” ainda está em construção. E, apesar de o brasileiro ser considerado um dos povos mais criativos do mundo – graças especialmente à sua imensa diversidade cultura -, somos na prática importadores de bens culturais. Motivos não faltam. O primeiro deles – e talvez o mais importante de todos – está na dificuldade de transformar ideia em produto com valor agregado.
E esses produtos vão desde as toalhas forjadas a mão pelas rendeiras do interior do Nordeste até os aplicativos para celular e softwares desenvolvidos nos polos tecnológicos de Florianópolis, em Santa Catarina. A Festa de São João de Caruaru, em Pernambuco, que este ano recebeu mais de 1 milhão de turistas, é um produto da economia criativa brasileira, assim como o design dos irmãos Fernando e Humberto Campana, conhecidos e reconhecidos internacionalmente.
Reino Unido e Estados Unidos são exemplos de países que conseguiram transformar bem cultural em indústria.
Não à toa, esse já é considerado o terceiro setor que mais dinheiro movimenta no planeta, atrás apenas das indústrias do petróleo e bélica.
No Brasil, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a economia criativa movimenta R$ 380 bilhões por ano. Mas esse é um dado que ainda levanta dúvidas. Afinal, criatividade e inovação não são bens tangíveis como uma tonelada de soja ou um carro popular.
(O artigo na íntegra está na edição do jornal Brasil Econômico, no dia 18/07/2011)




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